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Preparativos para São Cosme e Damião

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Auxiliadora mantém, há 20 anos, tradição de distribuir doces
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Auxiliadora mantém, há 20 anos, tradição de distribuir doces

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Protetores das crianças e padroeiros dos farmacêuticos e dos médicos, os gêmeos São Cosme e São Damião são celebrados pelos devotos amanhã, quando acontece a tradicional distribuição de balas e doces. No entanto, desde a década de 1960, a Igreja Católica antecipa os festejos em um dia, para evitar coincidência com o Dia de São Vicente de Paulo, considerado o pai da caridade. Os gêmeos serão lembrados durante todas as celebrações do dia.

A professora Auxiliadora Sales está entre as devotas que mantêm a tradição de distribuição de doces no dia 27. Inspirada na ação de vizinhos, há 20 anos, ela entrega os saquinhos de guloseimas às crianças, no Bairro Democrata, onde mora. “É uma alegria, acho importante manter a tradição e motivar as pessoas a participarem todos os anos. É uma festa poder receber as crianças, faz bem e nos traz bênçãos”, afirma a professora, que nunca fez promessa.

Quinze dias antes da festa, ela começa os preparativos, comprando os doces e as balas, com a ajuda dos três filhos. Na véspera, Auxiliadora e os netos Caio, 14 anos, Mateus e Julia, 10, trabalham na confecção de cem saquinhos para distribuição. “Comecei com meus filhos pequenos, e hoje meus netos ajudam. Espero continuar distribuindo os doces com meus bisnetos. É uma união, mantemos nossos vínculos familiares e ensinamos a eles (netos) a tomar gosto e a manter a tradição”, observa a professora. “A casa fica movimentada o dia todo. Se eu perceber que não vai dar para todo mundo, a gente improvisa e compra mais balas. O que não pode é faltar. Recebo crianças não só do bairro, mas de regiões vizinhas como Borboleta e Mariano Procópio. Meus netos adoram e também saem às ruas para participar da festa e pegar balas.”

Segundo a Auxiliadora, no bairro, muitas famílias distribuíam os saquinhos, bolo e refrigerante. Mas, nos últimos anos, houve uma diminuição no número de pessoas que oferecem as balas. “Acho, que as pessoas desanimam porque as crianças que buscam as balas estão diminuindo. Percebo que a tradição vem se perdendo, mas as pessoas não podem desanimar, é preciso manter a tradição, é um compromisso. As crianças trazem alegria para gente, é muito bom.”

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