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Chuva provoca alagamentos em escola e Uaps

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Crianças chegaram a assistir aulas, mas a chuva intensa tornou inviável a presença após 9h30
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Crianças chegaram a assistir aulas, mas a chuva intensa tornou inviável a presença após 9h30

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A chuva intensa ocorrida entre o final da noite de terça-feira (25) e a manhã desta quarta-feira (26) desencadeou problemas em, pelo menos, duas instituições públicas da cidade. No Bairro Eldorado, Zona Norte, 310 alunos da Escola Municipal Vereador Marcos Freesz ficaram sem aula por conta do alagamento de salas. Alguns dos cômodos do colégio também ficaram infestados por fezes de pombos. Os excrementos estariam nas calhas e desceram com a água. Situação semelhante aconteceu na Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Santa Cruz, Zona Norte. O posto médico ficou fechado durante o dia por ter sido alagado e ficado com forte odor.

Na porta da Escola Marcos Freesz, um cartaz avisava: "Informamos que as aulas de hoje, dia 26/09, estão canceladas por motivo de alagamento de salas de aula na escola". Conforme a direção do colégio, os 150 estudantes do turno da manhã, que cursam do quinto ao nono ano do ensino fundamental, tiveram que ser dispensados. As crianças chegaram a assistir algumas aulas, mas uma chuva intensa no período tornou inviável a permanência delas no local após 9h30. Já as famílias dos 160 estudantes da tarde, do primeiro período ao quarto ano, teriam sido avisados sobre a suspensão das atividades.

Pelo menos quatro salas e os corredores do segundo andar do prédio da instituição foram tomados pela água, que infiltrou pelo forro do telhado, umedecendo também as paredes. Outras duas repartições estavam repletas de fezes de pombos. A suspeita é de que as aves estavam habitando parte das oito calhas do telhado, que teriam ficado entupidas com os dejetos. Até o setor de informática ficou molhado, e cômodos do primeiro andar também tiveram infiltrações. O temor de quem trabalhava na limpeza era o risco de contaminação, já que os excrementos de pombos podem transmitir uma série de doenças aos humanos. Ainda segundo a direção, essa foi a primeira vez que o problema tomou essa dimensão na escola.

A assessoria da Secretaria de Educação informou que enviou equipe de limpeza para ajudar a resolver a situação no colégio. Conforme a pasta, as escolas recebem verba para a manutenção, sendo orientadas a realizar a limpeza periódica das calhas. Para tentar sanar o problema dos pombos, a secretaria vai providenciar a compra de uma tela para ser instalada no local. Ainda segundo a assessoria, a previsão é de que o funcionamento volte ao normal nesta quinta-feira.

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Uaps

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Os usuários que tentaram atendimento nesta quarta-feira na Uaps do Santa Cruz encontraram na porta o recado: "O posto de saúde está fechado por falta de condições de trabalho". Mesmo do lado de fora, era possível sentir o mau cheiro causado pelo acúmulo de fezes de pombos. A informação obtida no local foi de que as calhas também estavam entupidas e, por isso, houve alagamento. A assessoria da Secretaria de Saúde confirmou que houve o entupimento e informou que o atendimento precisou ser suspenso às 10h, porque algumas partes da unidade teriam ficado alagadas. De acordo com a pasta, uma equipe foi enviada ao local para fazer manutenção no telhado, providenciar a troca das calhas e limpeza. A previsão é de que o serviço volte a ser normalizado amanhã à tarde. A orientação é para que os usuários procurem a Policlínica de Benfica hoje e amanhã pela manhã.

Situação de Uaps discutida na Câmara

 

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  No mesmo dia em que a Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Santa Cruz, Zona Norte, teve o atendimento interrompido devido a problemas causados pela chuva, uma audiência pública discutiu a situação dos serviços de saúde oferecidos no bairro. Além das falhas estruturais, moradores da região questionaram a falta de médicos para acompanhar pacientes específicos, como gestantes, hipertensos e diabéticos. "Queremos solução. Algumas vezes precisamos chegar às 3h da madrugada para marcar consultas no posto. Com alguns encaminhamentos, o tempo de espera é de até três meses. Não queremos apontar culpados, e sim ouvir soluções", disse a moradora Maria de Fátima Ladeira.

  A Prefeitura foi representada na audiência pela subsecretária de Atenção Primária à Saúde, Adriana Barcelos. Segundo ela, a ausência de médicos é resultado da dificuldade em contratar profissionais com o perfil de trabalho voltado para a saúde da família. Ela afirma que, nesta administração, foram realizados 14 processos seletivos, mas houve pouco interesse para preenchimento das vagas. Questionada sobre o desgaste da estrutura física da unidade, a subsecretária não quis adiantar prazos sobre possíveis reformas. Por isso, o vereador Carlos Bonifácio (PRB), que pediu a audiência, disse que encaminharia a situação à Secretaria de Saúde para cobrar cronograma de obras e contratações de médicos para a área, que engloba os bairros Santa Cruz, São Damião I e II, Santa Clara, Vila Paraíso e Vila Mello Reis. Na noite desta quarta-feira  (25), no entanto, a assessoria de imprensa da secretaria informou que a reforma da unidade foi aprovada pela portaria 2.206, de setembro de 2011. Porém, não há previsão de quando as intervenções serão iniciadas.

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