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Gente que vota – Márcia Del Penho, 62 anos

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Uma eleitora de longa data

Márcia Del Penho, 62, trabalhou por mais de 40 anos como professora e hoje é aposentada. Sempre atenta à política, acompanhou três diferentes momentos de nossa história: a democracia dos anos 1950 e 1960, a ditadura militar, nos anos 1970, e os anos após a redemocratização dos anos 1980, em que surgiram as principais lideranças e a maior parte dos partidos que atualmente disputam a eleição. Segundo a aposentada, muito mudou na forma como os políticos atuam. Ela não concorda com o trânsito dos políticos entre partidos e ideologias, por vezes aliando-se em virtude de interesses em comum, a despeito dos diferentes programas partidários que representam. No meu tempo, UDN era UDN, PTB era PTB. Era bastante estruturado, e a clareza ajudava a gente a escolher. Sem saber em quem votar em 2014, Márcia está atenta ao noticiário para formar opinião. Entretanto, ratifica: É preciso encontrar alguém que não faça política por profissão. Alguém que tenha um ofício, que seja bom administrador e faça política por vocação, para servir à população

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Sobre o troca-troca dos políticos

Eles vivem mudando de partido, de aliados. Claro que tem que haver troca, ninguém faz nada sozinho. Mas deve haver coerência, senão o eleitor fica perdido, e os políticos não deixam claro o que pretendem fazer

De que o Brasil precisa?

Melhorias em saúde, transporte e educação. Especialmente, tratamento mais individualizado aos alunos nas escolas, com menos alunos por turma

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Sente-se representada pelos políticos?

Não. Os políticos não são claros quanto ao que pensam e não conversam com a população. Não podem me representar dessa forma

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O que espera das eleições?

Que sejam eleitas pessoas que tenham ‘a cabeça no lugar’. Já vai estar de bom tamanho

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