Os juiz-foranos, assim como todos os moradores do Leste do Brasil, poderão acompanhar o eclipse lunar total. Embora o fenômeno inicie-se às 15h24, a Lua, em coloração avermelhada, poderá ser observada apenas às 16h30, quando estará totalmente escondida pela sombra da Terra. Enquanto a Lua já nascerá em fase de eclipse total para todos os estados a Leste – o que raramente acontece -, os estados a Oeste verão parcialmente o fenômeno. O Estado de Minas Gerais está dentro da fase de eclipse total.
“Devemos lembrar, primeiramente, que a lua não produz luz; a luz da Lua é refletida do sol. A Lua se posiciona ao redor da Terra, e, as duas juntas, ao redor do sol. Então, há um momento em que a Terra está na frente da luz do Sol e ela produz uma sombra na Lua, o que faz com que a Lua seja eclipsada”, explica a astrônoma Duilia de Mello, professora de Física e Astronomia na Universidade Católica de Washington, nos Estados Unidos da América. A fase total do eclipse durará até às 18h13, durante, aproximadamente, uma hora e 43 minutos, o que caracterizará, até o momento, o eclipse lunar mais longo do século, como conta Duilia. “Neste caso, tanto a Lua quanto a Terra estão nos pontos mais afastados das órbitas. A Lua está no ponto mais afastado da órbita ao redor da Terra, e a Terra está no ponto mais afastado da órbita em relação ao Sol, o que faz com que todos os movimentos sejam mais lentos e, consequentemente, mais longos.”
Como a Lua nasce ao Leste, a observação dos espectadores deve ser direcionada ao horizonte. Equipamentos de visualização não são necessários para visualizar o fenômeno. Conforme Duilia, o “olho é o melhor equipamento”. “As pessoas podem ver de suas casas, ruas, de onde queiram. Em observatórios, não há nada de muito especial para utilizar, já que não precisa de equipamento para ver o eclipse.” Em Juiz de Fora, porém, conforme informações do 5° Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o céu estará parcialmente nublado durante o fim da tarde, o que pode atrapalhar a observação a partir de alguns pontos.
No país
Todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste e partes dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins verão o fenômeno em sua fase total. Já os estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Maranhão e parte dos estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Roraima e Amazonas verão, parcialmente, a lua eclipsada. Apenas o Acre e parte dos estados do Amazonas e Roraima estão localizados na parte penumbral do fenômeno, quando a Lua não estará iluminada.
Cor de cobre
Durante a fase total do eclipse, a Lua caracteriza-se por uma cor semelhante ao cobre. “Durante o eclipse total, a Lua não fica completamente negra. Ela sempre fica com uma coloração avermelhada, porque a sombra que a Terra produz e esconde a Lua não é escura. Como a Terra tem muita poeira em sua atmosfera, a luz que chega na sombra da Terra torna-se avermelhada. Essa luz produz o eclipse”, explica a astrônoma. O próximo eclipse total da Lua acontecerá entre 20 e 21 de janeiro de 2019.

