Ícone do site Tribuna de Minas

Auditor era ameaçado de morte há dois meses

1540905915

1540905915

Vítima estaria estaria sofrendo ameaças de morte por telefone há dois meses
PUBLICIDADE

Vítima estaria estaria sofrendo ameaças de morte por telefone há dois meses

PUBLICIDADE

O auditor fiscal do Ministério do Trabalho, 58 anos, sequestrado em Juiz de Fora na terça-feira, estaria sofrendo ameaças de morte por telefone há dois meses, conforme informou ontem a delegada responsável pela investigação, Sheila Oliveira. "Inclusive na noite de ontem (terça), após o ocorrido, a vítima recebeu outras ligações ameaçadoras. Os telefonemas são originados sempre do mesmo número, com prefixo 31, provavelmente da região de Belo Horizonte." De acordo com a policial, a vítima já havia registrado ocorrência relacionada às ameaças. O homem, 61, preso em flagrante em Teófilo Otoni, sob suspeita de ser o mandante do sequestro-relâmpago do funcionário público, é advogado e irmão da vítima.

Ainda segundo a titular do Núcleo de Ações Operacionais (Naop) da 1ª Delegacia Regional, o próprio auditor descobriu o envolvimento do irmão no momento de fazer a transferência financeira exigida pelos sequestradores. Pelo número do CPF fornecido à vítima para fazer a movimentação on-line, o nome dele teria aparecido na tela como titular da conta, surpreendendo o fiscal. Conforme a delegada, o preso seria um advogado muito conhecido em Teófilo Otoni e foi facilmente localizado. "Recebi informações de que ele já teria antecedentes por extorsão mediante sequestro. Ele teria tido desentendimento anterior com o irmão por causa de herança, mas não a esse ponto."

De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal em Juiz de Fora, Cláudio Dornelas, a descoberta do parentesco derrubou a hipótese inicial de que o crime estaria relacionado às profissões exercidas pelo auditor e por um filho dele, que é policial federal. "Como havia indício de participação do irmão da vítima, fizemos contato com a Polícia Civil em Teófilo Otoni e fomos prontamente atendidos, tanto que a prisão dele foi feita (naquela cidade) momentos depois." O advogado permanece preso no município do Vale do Mucuri, no Nordeste de Minas, e será transferido para Juiz de Fora. O delegado destacou que qualquer crime envolvendo agente do Estado é de grande preocupação da Polícia Federal.

O crime

PUBLICIDADE

O sequestro teve início por volta das 13h30 em um estacionamento na Rua Santo Antônio, Centro. Quando entrava em seu Ford Focus parado no local, o auditor foi surpreendido por três homens, que também embarcaram no veículo e estavam armados com duas pistolas e um revólver. A entrada dos suspeitos no estabelecimento foi gravada pelo circuito de vigilância do estabelecimento. As imagens foram requisitadas pela Polícia Militar para auxiliar as investigações. Segundo Sheila, a abordagem foi discreta e não teria chamado a atenção dos funcionários do estacionamento.

Já dentro do carro, o trio teria dito à vítima para não tentar reagir, pois a conheciam e sabiam de sua rotina e endereço. O auditor foi obrigado a seguir até sua residência, em um condomínio na Cidade Alta. Já na casa, a esposa dele, 52, os três filhos, de 22, 26 e 27, e duas domésticas foram amarrados e amordaçados com fita adesiva e colocados em um cômodo. "Mandaram o auditor sentar em frente ao computador e fazer uma transferência de R$ 350 mil. Quando souberam que aquele valor não era permitido, não acreditaram e ameaçaram a vítima, até que ela mostrou que o limite era de R$ 5 mil diários", contou Sheila. O valor permitido foi transferido, e os bandidos ainda exigiram um cheque de R$ 350 mil. Eles também roubaram cerca de R$ 1.500 em dinheiro e quatro celulares.

PUBLICIDADE

Família amarrada

"Eles (sequestradores) deixaram a família amarrada dentro de um quarto e fizeram a vítima deixá-los no Centro, perto do Parque Halfeld (na Avenida Rio Branco), onde se misturaram às outras pessoas", informou a delegada. Quando o auditor voltou em casa, os familiares já haviam se desvencilhado das amarras e acionado a polícia, por volta das 15h. As buscas mobilizaram as polícias Militar, Civil e Federal, mas nenhum dos três homens foi localizado.

"Estamos investigando os suspeitos. Pelo o que a vítima falou, os três elementos que praticaram o sequestro sabiam da rotina dela, mas não tinham desenvoltura para andar na cidade. Provavelmente não são de Juiz de Fora,e é possível que também sejam de Teófilo Otoni."

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile