
Matéria atualizada em 03-07-2025*
Os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) paralisaram suas atividades nesta quinta-feira (26). A mobilização, conforme o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Sintufejuf), faz parte do Dia Nacional de Lutas em defesa da recomposição orçamentária das Instituições Federais de Ensino e contra a Reforma Administrativa, com ações previstas em todo o país.
Um dos pontos da paralisação é a cobrança pelo cumprimento integral do acordo firmado entre a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e o Governo federal, em 27 de junho de 2024. Ele inclui, entre outras medidas, o pagamento imediato do reajuste de 9% aos médicos e médicos veterinários integrantes do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).
Além disso, a paralisação é vista como uma oportunidade para fortalecer a luta conjunta com os demais segmentos da educação federal e outros setores do serviço público, como destaca o Sintufejuf. “A mobilização visa ainda barrar a Reforma Administrativa em tramitação no Congresso Nacional e exigir a recomposição urgente do orçamento das instituições federais de ensino, severamente afetadas por cortes e contingenciamentos.”
O Sintufejuf também informou que comunicou oficialmente às reitorias e direções dos campi, imediatamente após a aprovação, solicitando o fechamento do ponto eletrônico para o dia, o que foi acatado. A decisão foi aprovada por unanimidade em assembleia-geral realizada na tarde da última terça-feira (24). A categoria adere à paralisação nacional convocada pela Fasubra. A data escolhida tem caráter simbólico e estratégico: marca a véspera do aniversário de um ano da assinatura do termo de acordo de greve firmado.
A decisão de paralisação também está inserida em um processo de mobilização nacional. A Plenária Nacional da Fasubra, realizada entre os dias 12 e 15 de junho, deliberou pela manutenção do Estado de Greve e pela intensificação das ações, com nova avaliação prevista para a próxima plenária, marcada para a primeira quinzena de agosto.
Em nota enviada à Tribuna, o MEC informou que reconhece a importância dos servidores técnico-administrativos em educação e acompanha de perto suas pautas. Segundo a pasta federal, as negociações são conduzidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), com a qual mantém diálogo permanente.
Confira a nota na íntegra:
O MEC reconhece a importância dos servidores técnico-administrativos em educação e acompanha de perto suas pautas. As negociações estão sendo conduzidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), com o qual mantemos diálogo permanente.
Desde o início da gestão atual, em 2023, o governo federal garantiu reajuste salarial em 2023 e 2025, promoveu a reestruturação das carreiras de docentes e técnicos das universidades e Institutos Federais, além de fazer ampliação do banco em 2023 e 2025, o que permitiu a retomada de concursos públicos. O auxílio-saúde e o auxílio-creche foram reajustados em cerca de 50%. Já o auxílio-alimentação dos professores e técnicos foi reajustado em 118% entre 2023 e 2024, passando de R$ 458 para R$ 1 mil. Vale lembrar que os servidores docentes e técnicos haviam passado seis anos sem reajuste salarial, sem concursos públicos e sem diálogo, o que foi corrigido nesta gestão.
O MEC também vem fazendo, desde 2023, um esforço consistente para recuperar o orçamento das universidades federais. Essa recuperação é necessária em função das grandes perdas que as universidades federais sofreram, principalmente nos anos de 2020, 2021 e 2022. A pasta anunciou a recomposição de R$ 400 milhões no orçamento das instituições e a regularização dos recursos para custeio no ano, com volta do limite anual de orçamento em 1/12. Com essa ação, o governo federal retirou as instituições federais de ensino dos cortes orçamentários, como já havia acontecido em 2023 e 2024.
*A matéria foi atualizada para inserir o posicionamento do MEC, enviado à Tribuna na quinta-feira, 3 de julho.
