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PCC distribui droga para traficantes de JF

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Maconha, crack, dinheiro, celulares e moto foram apreendidos na rodoviária
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Maconha, crack, dinheiro, celulares e moto foram apreendidos na rodoviária

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A Polícia Civil investiga a ligação da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) com o tráfico de drogas em Juiz de Fora. A cidade estaria sendo utilizada pelo grupo como ponto de distribuição de entorpecente. Na noite do último domingo (24), mais de 30kg de maconha e meio quilo de crack foram apreendidos, no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, no Bairro São Dimas, Zona Norte, durante ação do Núcleo de Ações Operacionais (Naop) da Polícia Civil. A manobra resultou na prisão de uma mulher, 24 anos, moradora do Jardim Glória, região central, de um homem, 25, da Vila Olavo Costa, Zona Sudeste, e na apreensão de um garoto, 15, do mesmo bairro, e de uma adolescente paulistana, 16, que estava sendo usada pela quadrilha como mula. Conforme a investigação, eles teriam envolvimento com o PCC.

Na rodoviária, a jovem desembarcou de um ônibus da Viação Cometa, que fazia a linha São Paulo/Juiz de Fora. Policiais do Naop já estavam de campana, pois tinham a informação de que um carregamento de entorpecentes chegaria à cidade. A jovem retirou do bagageiro duas malas vermelhas de tamanhos diferentes. A menor foi entregue à mulher, que aguardava no terminal. Já a outra era destinada ao homem, que estava sentado nas poltronas do saguão, na companhia do adolescente. Os policiais fizeram a abordagem e encontraram 31 tabletes e meio de maconha prensada dentro da bagagem. A droga estava separada por porções, em sacos etiquetados com os nomes dos destinatários. Na lixeira ao lado dos rapazes ainda foi localizado meio quilo de crack. A equipe apreendeu quatro celulares no terminal. Os telefones dos envolvidos não pararam de tocar com ligações provenientes de São Paulo, comprovando a ligação deles com pessoas da capital paulista. Com o homem, foram pegos R$ 300 e uma moto Honda XRE 300, que foi usada para seguir até o terminal, e dois capacetes. Já na casa do suspeito, na Vila Olavo Costa, foram recolhidas cinco munições calibre 22.

O grupo detido foi levado para prestar declarações na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil. Segundo a delegada titular do Naop, que comandou a operação, Sheila Oliveira, a garota usada como mula já havia sido apreendida em Juiz de Fora na última sexta-feira, o que demonstra que ela viria com certa frequência ao município. Na ocasião, ela foi abordada por policiais militares quando estaria em atitude suspeita em um escadão da Olavo Costa. A adolescente portava cerca de R$ 1 mil, o que teria chamado a atenção da polícia. "Como ela não era da cidade e não tinha emprego, os policiais a conduziram para a delegacia, mas ela foi liberada neste dia."

O homem e a mulher flagrados como receptadores da droga tiveram o flagrante confirmado por tráfico e foram encaminhados para o Ceresp e Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, respectivamente. Já os adolescentes foram apresentados à Vara da Infância e Juventude para acautelamento.

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O chefe do 4º Departamento de Polícia Civil, Rogério de Melo Franco Assis Araújo, enfatizou a importância do trabalho de inteligência da equipe, que seguiu a determinação da chefia da Polícia Civil de intensificar as ações de combate ao narcotráfico. Ele lembrou que há cerca de dez dias outras duas operações da Polícia Civil culminaram na apreensão de 36kg de cocaína nos municípios de Leopoldina e Ubá. 

Líderes usam ‘mulas’ para trazer material

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A apreensão de mais de 30kg de maconha na rodoviária de Juiz de Fora reforçou, mais uma vez, a ligação de traficantes da cidade com membros de facções criminosas de outros estados, já que o carregamento de entorpecente teria sido enviado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a titular do Núcleo de Ações Operacionais (Naop) da Polícia Civil, Sheila Oliveira, as pessoas detidas na operação teriam ligação com dois homens moradores de São Paulo ligados ao PCC e que já foram identificados. O esquema envolveria, principalmente, o tráfico de maconha e crack. "Essa droga vem do Paraguai e é recebida por uma central em São Paulo, que manda parte para Juiz de Fora e para o Rio de Janeiro."

O flagrante feito no domingo comprovou a suspeita de que a quadrilha já agia há um tempo na cidade e com frequência, por meio de mulas que viajariam nos ônibus interestaduais. "A adolescente que trouxe a maconha nas malas não tinha um centavo no bolso e nenhuma peça de roupa", informou a delegada. "Eles (traficantes) estão cada vez mais ousados. Usam adolescentes para transportar o entorpecente para que, caso o carregamento seja interceptado, como aconteceu, o verdadeiro responsável fique impune." Sheila garantiu que as investigações continuam no intuito de localizar os demais membros da quadrilha.

  

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Rota SP/JF

Outro carregamento de drogas que tinha Juiz de Fora como destino foi descoberto em um ônibus da mesma linha São Paulo-Juiz de Fora, na semana passada, durante a Operação Rio +20 da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Quatro tabletes de pasta base de cocaína estavam nas mochilas de dois juiz-foranos, de 27 e 41 anos, passageiros do coletivo interestadual. A abordagem aconteceu na Via Dutra, no sentido Rio de Janeiro. A dupla foi levada para o 99º Departamento de Polícia Civil em Itatiaia (RJ).

 

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Facção quer ditar regras no município

Juiz de Fora, como apontaram as investigações do Núcleo de Ações Operacionais (Naop), tem um grande mercado consumidor de drogas, o que teria despertado o interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo município. "O tráfico de drogas que acontece nesta terça-feira (26) na cidade não é controlado por nenhum tipo de facção, sendo realizado por pequenos grupos e de forma isolada. Neste contexto, o PCC estaria agindo na expectativa de se instalar aqui, a fim de ditar regras e monopolizar o mercado", ponderou a delegada Sheila Oliveira, acrescentando que o Naop trabalha com informações sobre a atuação da facção na cidade, mas que não podem ser divulgadas, como forma de resguardar a apuração.

Sheila afirma que, em cada carregamento trazido pelo esquema à cidade, a hipótese é de que o limite da droga não ultrapasse 40kg. "Esse volume seria o máximo que não levantaria suspeitas, já que o entorpecente estaria sendo transportado, de forma clandestina, em viagens feitas por meio de ônibus. O grande carregamento vem da Bolívia e do Paraguai, ficando concentrado em São Paulo, onde é dividido em pequenas partes para distribuição." Ela ainda destaca que a importância das prisões realizadas no domingo está na possibilidade de identificação dos receptadores deste material em Juiz de Fora, o que será foco de próximas investigações. Grupo criminosoO PCC surgiu, possivelmente, nos anos 1990, no Centro de Reabilitação Penitenciária, de Taubaté, a 134 quilômetros de São Paulo. A unidade era o local para onde se transferiam presos indisciplinados, que matavam nas prisões ou que lideravam rebeliões. Os detentos punidos permaneciam no centro de reabilitação durante, no máximo, dois anos e meio, voltando às unidades de origem. Esta transferência seria o motivo para explicar a expansão da facção, que, atualmente, domina o tráfico de drogas em São Paulo e busca forças para atuar em outros estados.

 

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