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Mais de 40% das casas em ruas sem bueiros

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Levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 42% dos lares juiz-foranos estão em ruas sem bueiro ou boca de lobo (ver quadro). Apesar de o número ser menor do que a porcentagem nacional (58,5%), coloca a cidade – que é a quarta de Minas Gerais em número de habitantes e domicílios – apenas na 157ª posição entre os municípios mineiros com maiores índices de equipamentos para escoamento de águas pluviais. A pouca incidência de bueiros é considerada um indicador preocupante em todo o Brasil, conforme o IBGE, já que as bocas de lobo são fundamentais para dar vazão à água das chuvas.

Foi a primeira vez que o instituto divulgou informações sobre as características urbanísticas do entorno das residências, e os dados referem-se às moradias recenseadas em 2010. Eles indicam não só informações sobre rede de água e esgoto, como também outras estatísticas referentes à infraestrutura. A quantidade de lares localizados em vias que não contam com placas de identificação também foi demonstrada. Dentre os 516 mil juiz-foranos, 51 mil pessoas viviam nessa situação, o que representa 10% da população. Isso dificulta, por exemplo, o trabalho dos Correios e de qualquer pessoa que precise da informação.

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Das quatro cidades de Minas com mais de 500 mil habitantes, Juiz de Fora é a que possuía mais residências em ruas sem calçada (12,4%), ficando atrás de Contagem (11%), Belo Horizonte (6%) e Uberlândia (5,5%). A inexistência de passeios para pedestres também é mais frequente nas regiões menos abastadas, já que, dos 20 mil lares nessa condição verificados no último Censo, 85% têm rendimento per capita de até dois salários mínimos.

A pavimentação também é privilégio dos moradores mais ricos. Das casas localizadas em ruas que não contam com calçamento, 89% são referentes a famílias que vivem com até dois salários por pessoa.

Em relação aos imóveis particulares localizados em vias sem iluminação pública, a notícia é melhor, pois menos de 1% encontrava-se nessa situação na área urbana. A característica segue os padrões nacionais, pois, de acordo com o IBGE, foi o tipo de "infraestrutura urbana mais presente no entorno dos domicílios investigados" em todo o país. O mesmo índice local (menos de 1%) é apontado para casos de esgotamento a céu aberto. Levando em consideração todas as cidade brasileiras, o indicador é de 11% sem rede de captação de esgoto.

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A falta de acessibilidade nas ruas e avenidas habitadas também foi revelada em números pelo IBGE. Nesse caso, os dados locais também são melhores que os do Brasil. Enquanto 9% das famílias juiz-foranas moram em vias com rampa para cadeirantes, a média brasileira é de 4,7%.

 

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