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Pichadores voltam a agir na região central

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Equipamento público é alvo dos pichadores na esquina da Santo Antônio com a São Sebastião
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Equipamento público é alvo dos pichadores na esquina da Santo Antônio com a São Sebastião

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A ação de pichadores foi intensificada nas últimas semanas, indignando a população e degradando o ambiente urbano. O alerta chegou através de leitores, um deles, Jefferson Braga, enviou fotos de vários pontos da área central marcados pelos vândalos (ver na galeria ao lado). A Tribuna mostrou o problema em janeiro deste ano, quando a cidade sofria com uma onde de pichações. Agora, alguns muros e paredes, que já haviam sido alvo da ação criminosa e pintados pelos proprietários, voltaram a ser marcados.

Jefferson Braga registrou o vandalismo na estrutura lateral de uma loja na Avenida Olegário Maciel, no Bairro Paineiras, além de pontos no Centro, como na Rua Floriano Peixoto esquina com a Rua Santo Antônio, em um prédio público e em uma instituição de ensino na Rua São Sebastião e em um imóvel na Rua Pasteur. Segundo ele, alguns destes locais já haviam sido pintados anteriormente e voltaram a ser depredados. "Vizinhos disseram que algumas pichações apareceram durante a noite e teriam sido feitas em pleno trânsito de pessoas e carros", relatou o leitor.

A Tribuna também percorreu a área central e flagrou outras depredações. Se antes o que se via eram pichações com tinta preta, agora elas vêm sendo feitas com spray colorido. Além disso, os pichadores começam a se arriscar fazendo as marcas em locais altos. Outro ponto que chama a atenção é a possível rivalidade que vem sendo estampada nos muros. Pichadores, provavelmente de grupos rivais, pintam em cima de marcas deixadas por outros autores.

Na Avenida Olegário Maciel, esquina com a Rua Redentor, no Bairro Paineiras, é possível ver que o muro de um edifício foi recuperado e voltou a ser alvo de vandalismo. Comerciantes do entorno contam que a ação aconteceu há um mês. As paredes laterais de um escritório de arquitetura e de uma residência, também na esquina das vias, foram pichados com tinta azul. "Por mais feia que seja a arte, provoca alguma coisa, nem que seja inquietação. Mas quando é vandalismo, revolta, enfeia. Fica parecendo que o dono é que não cuida", diz a arquiteta do espaço, Luana Alvarenga.

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Um pouco mais a frente, ainda na Avenida Olegário Maciel, a parede de uma loja de móveis também foi pichada com tinta azul. A funcionária do estabelecimento diz que a ação ocorreu há menos de um mês. "Indigna vermos isso, não há propósito nenhum, não deixam nenhuma mensagem, é por puro vandalismo."

Em vários pontos da Rua Floriano Peixoto e na parte alta da Rua Halfeld, no Centro, novas pichações também foram feitas. Uma delas está na fachada do segundo andar de um prédio onde ocorreu um incêndio em 2011, na Rua Floriano Peixoto. "O proprietário reformou o imóvel e, há cerca de um mês, fizeram isto. Revolta", relata o funcionário da loja Cléucio Edmar.

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Crime

Em março deste ano, a 1ª Delegacia Distrital da Polícia identificou um grupo de sete pichadores que estaria agindo principalmente na Zona Sul. Um dos delegados que cuida do caso, Eurico da Cunha, acredita que a identificação ajudou a frear as pichações na região. De acordo com o artigo 65 da lei de crimes ambientais, a pena para quem fizer pichações pode variar de três meses a um ano de detenção e multa. Se a pichação for feita em prédio tombado, a pena mínima aumenta para seis meses.

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