
Sujeira e pichação em banheiro de quadra
A população do Bairro São Benedito, Zona Leste, está assustada com o uso do espaço da quadra poliesportiva da Escola Estadual Professor Lindolfo Gomes para o consumo de drogas e atos sexuais durante a noite. Apesar de pertencer ao colégio, o espaço fica em uma área separada do prédio. De acordo com a diretora da instituição, Alaíde Almeida, dentro da escola há uma quadra descoberta e, por isso, o Estado permitiu a construção de outra, com cobertura, em um local bem próximo. As obras começaram no início do ano passado e, já no fim do período letivo, o espaço, inacabado, começou a ser utilizado para atividades dos alunos. O lugar, porém, também vem sendo usado para práticas ilícitas. O problema se dá, principalmente, porque não há portas nos dois banheiros, nem muro que feche o terreno por completo. "Isso é a noite inteira, e a gente fica com medo de passar por aqui", diz um morador, que prefere não se identificar.
A Tribuna esteve no local e encontrou uma roupa íntima caída perto dos banheiros. Ainda sem louças, os sanitários estavam sujos, com as paredes pichadas com escritos alusivos ao tráfico de drogas. Ao mesmo tempo, crianças da escola faziam uso da quadra para atividades esportivas. A diretora informou que, no início da manhã, antes da chegada dos alunos, um funcionário faz a limpeza da quadra. "Nós achamos camisinha, prato usado, provavelmente, para auxílio no consumo das drogas", confirma Alaíde. Segundo ela, o espaço é importante para a comunidade escolar e, por isso, o uso foi iniciado antes mesmo do término das obras e ainda que ocorrendo situações desagradáveis durante a noite. Além do muro, a quadra não recebeu instalação elétrica e hidráulica.
A diretora da escola estadual informou que a Superintendência Regional de Ensino teve ciência da situação, sendo solicitada urgência na construção do muro para minimizar os problemas enfrentados. A documentação com o pedido já foi enviada à Secretaria Estadual de Ensino (SES). A assessoria de comunicação da SES confirmou o pedido de liberação de uma verba emergencial, de R$180 mil, para construção do muro da quadra. A assessoria justificou que ainda não há previsão de realização da obra porque é preciso aguardar a aprovação de liberação da verba.

