
Papeleiras teriam a logomarca da Polícia Militar e das empresas parceiras
Atualizada às 19h12
Dois homens, de 46 e 47 anos, foram autuados em flagrante por estelionato sob suspeita de estarem utilizando o nome da Polícia Militar para vender espaço de propaganda em lixeiras a estabelecimentos comerciais. O caso foi registrado na tarde de segunda-feira (25) no São Pedro, Cidade Alta. De acordo com o boletim de ocorrência, comerciantes da região relataram que, por meio de contato telefônico, os suspeitos se identificavam como funcionários do posto da PM no bairro e diziam que estavam fazendo um projeto de propaganda e marketing, afixando papeleiras com logomarcas de lojas. Algumas vítimas teriam aceitado a proposta diante da credibilidade da instituição policial, que apareceria como parceira. Para cada anúncio, seria cobrado um valor entre R$ 270 e R$ 300, que poderia ser dividido em três vezes.
A dupla, moradora de Monte Alto (SP), teria alegado ter uma empresa de comunicação visual no município paulista e foi flagrada pela PM quando fazia cobrança em uma loja no São Pedro. Ao serem abordados e questionados pela PM, os homens disseram que não eram policiais militares. Foram apreendidos quatro recibos, um veículo usado na prática do crime, máquina fotográfica, caderno com contatos de comerciantes, além de duas lixeiras com logomarcas de estabelecimentos comerciais e da PM, que teriam sido deixadas pelos suspeitos na sede da 99ª Companhia.
Um farmacêutico, 55, prestou declarações à Polícia Civil e disse que, há cerca de 15 dias, um dos suspeitos havia ido até sua farmácia, oferecendo o anúncio na papeleira, que ficaria no posto da PM. A vítima concordou, mas não havia entregado os cheques antes da prisão da dupla. Já uma comerciante, 43, teria tido descontado um cheque de R$ 90 como primeira parcela da propaganda de sua loja de mármores e granitos. Em depoimento, a dupla alegou ter tido permissão de um policial para executar o projeto, mas não apresentou documento que comprovasse a suposta autorização para usar o nome da corporação. Os suspeitos foram encaminhados ao Ceresp, onde ficaram à disposição da Justiça.

