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Técnica ajuda alunos na concentração

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A duas semanas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a tensão e a ansiedade dominam os estudantes. A cobrança aumenta, e tudo o que eles querem é uma poção mágica para conseguir gravar todo o conteúdo. Eis o segredo: “a prova não é conteudista”, informa o coordenador do ensino médio do Colégio São José do Instituto Vianna Júnior, João Luiz Ribeiro de Oliveira. “Para se sair bem, é preciso entender o modelo das questões do Enem e a forma de pensar, pois o exame segue sempre o mesmo padrão de raciocínio”. Segundo ele, para se preparar nessa reta final, o candidato deve realizar provas dos anos anteriores. O coordenador ressalta que agora não adianta virar noites estudando. “Se ao fazer algum exercício, o aluno tiver dificuldades, vale retomar os resumos feitos ao longo do ano.” Outra dica é treinar resoluções de problemas em um tempo pré-determinado.

Mas como ter foco para estudar com o Enem batendo na porta? Para driblar esse problema, o psicólogo Felipe de Souza ensina um método de gerenciamento de tempo que ajuda na concentração: a técnica Pomodoro. “A essência da técnica é dividir uma tarefa grande, como uma disciplina, em pequenos períodos de trabalho (em torno de 25 minutos), com um tempo de pausa (cerca de cinco minutos). Enquanto o aluno estiver realizando a atividade, o importante é evitar qualquer distração. Durante os 25 minutos, o ideal é desligar o celular, a internet, para que a mente fique totalmente focada. Nos períodos de descanso, de 5 minutos, o aluno pode dar uma olhadinha nas redes sociais ou nas mensagens do celular.” Outra dica importante é ter uma folha em branco ao lado para anotar as possíveis distrações ou tarefas que forem lembradas naquele momento, como por exemplo, ligar para um amigo ou pagar uma conta. Após quatro intervalos, ou seja, cerca de duas horas de estudo, a pausa deve ser esticada para 15 a 25 minutos.

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Segundo o psicólogo, a técnica funciona porque o aluno passa a fazer uma coisa por vez. “Fazemos mil coisas ao mesmo tempo e raramente pensamos sobre isso. Assim, a gente responde um e-mail, ouvindo música e conversando com alguém. Se colocarmos à prova, veremos que a interrupção de uma atividade para fazer outra coisa não é eficiente e perdemos tempo. De modo que algo que poderíamos fazer em uma hora, fazemos em quatro ou mais.” Outra dica é anotar a conclusão de cada parte estudada ou tarefa em um papel. “Assim, a pessoa estará sentindo que está realizando o que tem que realizar, trazendo uma boa sensação de dever cumprido.”

No grande dia

Durante o exame, João Luiz aconselha os estudantes a equacionar o tempo. “O aluno deve resolver primeiro as questões que achar fácil, depois as médias e, só no final, as difíceis. Às vezes, o aluno perde tempo em perguntas difíceis e depois não sobra tempo para as demais.” Quanto ao uso de medicamentos para controlar o nervosismo, o coordenador é enfático. “Calmantes atrapalham o desenvolvimento, pois impedem a agilidade de raciocínio.”

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