
Durante a tarde, bombeiros faziam rescaldo nos prédios
Atualizada 15h12
Após 22h do início das chamas que destruíram oito edificações no Centro da cidade, os bombeiros trabalham no resfriamento dos prédios e combate de pequenos focos nos entulhos das construções que já foram demolidas. Embora não haja um prazo para que o incêndio seja totalmente extinto, conforme informações obtidas no local, os trabalhos não devem se prolongar.
Ainda conforme o chefe da Defesa Civil, major José Mendes da Silva, em depoimento à Tribuna na manhã de hoje, o órgão municipal deve fazer uma avaliação estrutural dos prédios nos próximos dias. O objetivo é avaliar a necessidade de possíveis novas demolições.
Demolição
Por volta do meio-dia desta terça-feira (25), as lojas afetadas pelo incêndio, iniciado na Rua Floriano Peixoto, começaram a ser demolidas, a fim de facilitar o combate dos focos de incêndio localizados abaixo dos entulhos. Até o momento, não há uma causa exata para o incêndio, conforme explica o assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Santiago. Segundo ele, no entanto, possíveis irregularidades nas lojas, principalmente relacionadas com estoque em grandes quantidades e falta de condições de segurança, foram agravantes para o alastramento das chamas. "Incêndio só ocorre onde há falhas", define o militar.
Oito edificações foram atingidas, entre elas um prédio de sete andares. Até o momento, Santiago não descarta a possibilidade de desmoronamento do prédio onde começou o fogo, na loja de artigos para festas, principalmente pela quantidade de rachaduras na estrutura. O militar agradece a colaboração dos taxistas que, ontem, auxiliaram no transporte dos bombeiros até o incêndio, além da compreensão da população, que respeitou os limites de segurança. "Em Juiz de Fora é o incêndio mais grave que já combati", finalizou.
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O comerciante Rodrigo Veiga, proprietário de dois estabelecimentos afetados pelo fogo, lamenta o prejuízo, já que o estoque estava abastecido para o final do ano. No entanto, ele destaca que a maior preocupação recai sobre os funcionários e suas famílias. "Não pela nossa empresa, pois nós vamos dar todo o apoio e procurar reconstruir o negócio juntos", disse. Já para o comerciante Carlos Alberto Dias, proprietário de uma loja que comercializa tecidos, sua condição é um pouco melhor, já que, além de alguns produtos danificados, as chamas não atingiram seu estabelecimento. "Ainda não fomos notificados para que a mercadoria seja retirada", disse, referindo-se à possibilidade de desabamento do prédio ao lado.
Mais prejuízos
Comerciantes estiveram no local, pela manhã, para avaliar os prejuízos. A proprietária de uma peixaria localizada em frente ao local de origem do incêndio, Mariza de Matos Costa, disse que, por causa do desligamento da energia elétrica, teme perder cerca de R$ 30 mil em peixes e frutos do mar. "Ontem só deu para fechar a porta. Todos os comerciantes tiveram muito prejuízo", destaca.
Prejuízo também para o comerciante José Geraldo, proprietário de uma loja de frios na Avenida Getúlio Vargas, próximo ao local do incêndio. Além do risco de perder toda a mercadoria, ele afirma que não está conseguindo trabalhar normalmente porque os fatiadores (ligados na corrente elétrica) e as máquinas de cartão de crédito não podem ser utilizadas. "Mais duas horas, meus produtos começam a estragar."
De acordo com a assessoria de imprensa da Cemig, 430 estabelecimentos comerciais da região tiveram a energia suspensa. Destes, 352 devem ter o fornecimento restabelecido nos próximos minutos. Os outros dependem de autorização do Corpo de Bombeiros.
Sessenta bombeiros foram empenhados na ação, 16 viaturas da corporação e 13 caminhões-pipa da Administração Pública e de empresas privadas. Mais de dois milhões de litros de água foram utilizados durante a ação. Entre os estabelecimentos diretamente atingidos estão, além da Tetê Festas, Casa Pipa, Rei do Disco, Ferragens Gomes, Dornellas Multi-mídia, Casa do Frango e Castelo da Borracha, além de um estabelecimento vazio.

