Um homem de 29 anos foi preso em flagrante por estupro de vulnerável, na noite de terça-feira, na Cidade Alta, depois de ser surpreendido supostamente abusando de uma menina de 4 anos. Conforme informações colhidas pelas polícias Civil e Militar, o suspeito seria primo do padrasto da vítima e estaria morando na residência com a família. Enquanto a mãe, 32, preparava o jantar na cozinha, junto com o companheiro, 31, ele teria ficado sozinho com a criança em um colchão, onde costumavam brincar, segundo informou a mãe aos policias. Ela teria estranhado o fato de a filha estar quieta e, ao verificar, viu que os dois estavam sob um cobertor e suspeitou do crime. Ao puxar a coberta, ela flagrou a menina nua, e o homem com a bermuda e a cueca abaixadas. Já na presença da PM, a criança teria contado à mãe que ele teria acariciado suas partes íntimas.
Diante da cena, a mulher bateu com o copo que segurava contra a parede e teve um corte na mão direita. O suspeito tentou fugir, mas foi contido na rua pelo padrasto, que teve fratura na mão quando os dois entraram em luta corporal. Uma viatura da PM chegou ao local no momento da briga em via pública. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante, mas tentou escapar novamente e precisou ser algemado. Ele foi levado para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil. O casal foi medicado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) antes de ser conduzido para a unidade. No interior da cela no plantão da delegacia, o suposto criminoso teria batido a cabeça contra a parede e também precisou ser atendido no HPS. Já a vítima passou por perícia médica. O resultado do exame foi negativo para conjunção carnal e inconclusivo para ato libidinoso.
Ao prestar declarações, o suspeito alegou que estava sendo acusado injustamente de ter abusado da menina. Ele disse, ainda, que estaria sendo apontado como suspeito do crime para que deixasse a residência da família. O homem foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável, de acordo com o artigo 217-A da nova lei crimes sexuais, que pune com prisão de oito a 15 anos quem manter qualquer tipo de relação sexual com menor de 14 anos. Ele foi encaminhado ao Ceresp no início da manhã de ontem, onde ficou à disposição da Justiça. O caso seguiu para investigação no Grupo Tático Operacional (GTO) Família.
