O laudo técnico que poderá indicar o que tem provocado a mortandade de peixes no Rio Paraibuna, registrada desde a última sexta-feira, deve demorar cerca de 30 dias para ficar pronto. Segundo o chefe em exercício do Departamento de Fiscalização da Agência de Gestão Ambiental de Juiz de Fora (Agenda JF), Marco Antônio da Costa e Souza Júnior, a incidência de animais mortos vem sendo reduzida gradativamente, porém, o fato não indica que a fonte do problema tenha cessado. Técnicos da pasta continuam monitorando as margens do rio, mas, até a tarde desta segunda-feira (25), não havia sido detectada contaminação visível.
A suspeita é de que a origem do problema esteja na altura do Bairro Araújo, Zona Norte, já que acima deste ponto não há registro de mortandade, segundo Marco Antônio. Também está sendo estudada a possibilidade de vazamento no Ribeirão do Espírito Santo, afluente do Paraibuna que corta o Bairro Industrial e deságua na altura de Benfica, também na região Norte.
A Polícia de Meio Ambiente também realizou patrulhamento ao longo de diversos trechos do rio, porém não identificou o local exato da contaminação. Um boletim de ocorrência foi enviado à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), com cópia para o Ministério Público e para a Agenda JF. As demais providências dependem do laudo técnico, uma vez que ainda não é possível afirmar se a mortandade é decorrente de causas criminosas ou naturais.
