Cinco pessoas ficaram feridas durante uma briga generalizada ocorrida no interior de um ônibus urbano, no início da noite de domingo, nas imediações da praça do Bairro Grama, Zona Nordeste. De acordo com a Polícia Militar, a confusão teria começado por causa da falta de pagamento de uma passagem no coletivo da linha 107-Vila Montanhesa/Centro. O cobrador, 42 anos, teria sido agredido com um chute na perna esquerda depois de supostamente repreender um carpinteiro, 31, que teria se recusado a pagar. Em seguida, o motorista, 28, parou o veículo na Rua Diomar Monteiro para pedir apoio no posto policial. No entanto, antes que ele pudesse contatar os militares, um grupo de agressores invadiu o ônibus.
Das cinco pessoas feridas na briga, duas foram socorridas e levadas para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). O caso mais grave foi o do carpinteiro suspeito de chutar o cobrador. Ele sofreu fratura exposta em um dos dedos da mão e precisou passar por cirurgia. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, o paciente permaneceu internado em observação na enfermaria e ficou aos cuidados da equipe de traumatologia. Ele estava lúcido, orientado, e seu estado de saúde era considerado estável. De acordo com a PM, o homem permaneceu sob escolta policial durante o registro da ocorrência e não soube informar quem teria causado a lesão. Já um servente, 42, sofreu escoriações no lado esquerdo da face, sendo medicado e liberado.
O cobrador do coletivo teve ferimentos leves na perna, mas dispensou atendimento médico. Também não quiseram ser medicados um eletricista, 29, e um padeiro, 32, que foram atingidos por socos e chutes durante a briga. Além do carpinteiro, um adolescente, 17, e um homem, 32, foram apontados como suspeitos das agressões. Eles foram levados para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil. O garoto foi entregue ao responsável, e o outro foi liberado mediante termo circunstanciado de ocorrência (TCO). Ao todo, a PM qualificou 13 pessoas, entre vítimas, suspeitos e testemunhas. No entanto, o grupo que teria invadido o ônibus e iniciado a agressão generalizada não foi identificado.
Apesar de as ações terem acontecido em sequência, a polícia não apontou relação entre os fatos.
