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Situação no Hospital Aragão Villar é debatida

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Familiares se reuniram na unidade e manifestaram temor pelo futuro dos 160 pacientes
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Familiares se reuniram na unidade e manifestaram temor pelo futuro dos 160 pacientes

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Familiares de pacientes internados no Hospital Aragão Villar se reuniram nesta terça-feira (25) para discutir a situação dos internos e o destino que poderá ser dado a cada um deles na rede substitutiva de saúde mental, que está sendo formada no município. O assunto voltou a ganhar destaque depois das visitas de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério Público e da Vigilância Sanitária. Diversos problemas foram encontrados no local, levando à interdição por meio de medida cautelar na semana passada.

Cerca de 60 pessoas participaram do encontro, e a principal preocupação continua sendo o destino dos 160 pacientes da unidade. Alguns estão há mais de 40 anos institucionalizados. "Não tenho condições de manter meu irmão em casa, só quem vive o problema sabe como é", relata uma dona de casa de 41 anos, que preferiu não se identificar. "Quando a coisa aperta nas cadeias, os presos fazem rebelião. E os nossos pacientes? Eles não têm consciência, não sabem para quem gritar", desabafa outra familiar.

O decreto de emergência sanitária, que deve ser sancionado pelo município em breve, pode agilizar o processo de criação da rede substitutiva. "É o que nós acordamos com Ministério Público e Ministério da Saúde", informa o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa. Quanto à falta de condições mínimas de funcionamento detectadas nas visitas realizadas na semana passada, o secretário declara aguardar relatório da Vigilância Sanitária para avaliar as possíveis adequações no Aragão Villar, que, apesar de ser privado, pode receber auxílio do Executivo para essa intervenção.

Mesmo com os atuais problemas, José Laerte vê novos horizontes para a rede psiquiátrica e avalia que, em seis meses, a rede substitutiva estará pronta. "É importante ter consciência de que, nos hospitais, o paciente não tem direito nenhum, deixa de ser cidadão, o local não é humano. Está provado que o modelo que substitui o hospital é mais descente para tratamento", argumenta.

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