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Joalheria no Centro é alvo de bandidos pela 2ª vez

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Adolescente de 17 anos foi localizado e apreendido
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Adolescente de 17 anos foi localizado e apreendido

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Atualizada às 20h12

Uma joalheria localizada na Rua Mister Moore, no Centro de Juiz de Fora, foi alvo da ação de bandidos pela segunda vez em menos de três meses. O crime foi registrado nesta terça-feira (25), por volta das 13h30, quando o estabelecimento foi invadido por dois ladrões. Um terceiro envolvido ficou do lado de fora, dando cobertura ao ato criminoso. De acordo com o boletim da Polícia Militar, um dos bandidos tentou levar o proprietário do estabelecimento, de 67 anos, para a sobreloja, enquanto outro abriu o mostruário onde estavam as joias. Ao perceber que sua esposa ficaria no local sob a ameaça do trio, a vítima teria investido contra um dos invasores. Dois deles estariam de posse de uma arma de fogo. "Assim que entraram, já sabia que era um assalto. O crime não precisou nem ser anunciado. Havia uma cliente na loja. Ela foi acuada junto com minha esposa. As duas foram para o fundo da joalheria. Quando tentei uma reação, eles saíram correndo", contou o proprietário muito abalado. "É uma situação assustadora, porque há sempre o medo de morrer, pois não dava para saber se a arma era de verdade ou de brinquedo", disse a vítima. 

Ainda conforme o proprietário, toda a ação durou cerca de 30 segundos. "Foi muito rápido. Pareciam que eram menores de idade. A sensação que tenho é de que estamos à mercê da criminalidade. Alguém precisa fazer alguma coisa contra isso, pois não dá para continuar trabalhando assim", desabafou. Os bandidos fugiram em direção à Avenida Rio Branco. A Polícia Militar foi acionada e, de posse das imagens do circuito de segurança do estabelecimento, os policiais conseguiram identificar os suspeitos. Um rastreamento foi iniciado, vasculhando diversas ruas da região central. Um adolescente, 17 anos, foi localizado, na Rua Santo Antônio, e apreendido. Ele foi reconhecido como um dos participantes do assalto. A PM também teve acesso às imagens da câmera do elevador de um hotel, na Avenida Rio Branco, onde um dos suspeitos entrou para se esconder e tirou a blusa de moletom, ficando apenas de camisa. Ainda como apontou o documento policial, o ladrão teria escondido a arma utilizada no assalto entre as roupas e fugido, acessando outro prédio, de onde chegou à Rua Santo Antônio e tomou rumo ignorado. 

Conforme o comandante da 30ª Companhia de Polícia Militar, capitão Marcelo Monteiro de Castro, o jovem apreendido teria confessado o crime e apontado quem seriam os participantes: outro adolescente, 15 anos, e um jovem, 19. As buscas se estenderam até a Vila Olavo Costa, na Zona Sudeste, para onde os suspeitos teriam fugido. O adolescente detido foi encaminhado para a delegacia, mas, até o fim dessa edição, o caso não havia sido concluído. Também não haviam sido localizados os outros suspeitos. A PM ainda relatou que, com o adolescente apreendido, foram encontrados três anéis, avaliados em R$ 3 mil, subtraídos da vitrine. Foram apreendidas duas mochilas que seriam dos ladrões e utilizadas para levar os materiais da loja.  

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O militar enfatizou que a região central conta com o lançamento de uma viatura que, todos os dias, monitora as ruas onde há casas lotéricas e joalherias. "Temos um mapeamento destes locais e, desde o início do ano, quando houve uma maior incidência dos casos, observamos uma diminuição das ocorrências em função desse trabalho. Mas nos deparamos com mais uma registro agora  e, graças a uma ação rápida, tivemos o êxito de apreender um dos envolvidos e identificar os outros." Quanto à questão de reação por parte das vítimas, capitão Marcelo orienta que reagir é um ato que deve ser evitado, a fim prevenir danos maiores. "O ideal é sempre acionar a PM o mais rápido possível."

Em 9 de abril, na mesma joalheria, uma funcionária desmaiou após ser abordada por dois assaltantes, um deles armado de revólver. Um dos suspeitos jogou uma bolsa sobre o balcão e outro, armado, anunciou o assalto, mostrando um revólver cromado à funcionária. Assustada, a mulher desmaiou. Sem saber do que se tratava, o proprietário da joalheria perguntou o que estava acontecendo, momento em que a dupla de assaltantes fugiu, sem levar qualquer pertence da loja.  Segundo o proprietário, a joalheria funciona há 42 anos no mesmo local e já tinha sido assaltada também em 1981, quando todas as mercadorias foram roubadas.

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