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Bota-fora leva comunidade a fazer protesto

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PM esteve no local para observar movimento
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PM esteve no local para observar movimento

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Moradores do Bairro Cidade do Sol, Zona Norte, voltaram a protestar, na manhã desta segunda-feira (24), contra a circulação de caminhões e a existência de um bota-fora no aterro que vem sendo feito há mais de um ano na pedreira desativada perto da antiga Facit. Com cartazes, os manifestantes fecharam a Rua 1, principal via usada como acesso ao depósito. Os riscos sanitários, ambientais e sociais do funcionamento inadequado do local já foram denunciados pela Tribuna em várias reportagens.

Representante dos moradores da Rua 1, a doméstica Neide Aparecida Marques, 45 anos, disse que a via tem sido danificada com o tráfego intenso de veículos. "Por dia, passam por aqui cerca de 200 caminhões, vários deles com duas caçambas. Decidimos fazer a quarta manifestação e fechar o trânsito porque, até agora, nenhuma melhoria foi feita. Só tivemos promessas." Ela lembrou que o aterro acabou se transformando em uma espécie de lixão. "Trazem restos de construção, lixo hospitalar e tudo o que imaginar. Enquanto isso, nossa rua não tem boca de lobo, asfalto, calçada e meio-fio", disse a moradora, citando, ainda, danos em postes de iluminação e nas casas que teriam sido causados pelo tráfego pesado. "Não estamos tendo atenção das autoridades."

A dona de casa Jacqueline Nogueira, 29, contou que seus filhos, de 4 e 11 anos, sofrem com a poeira causada pelo trânsito de caminhões. "Temos que ficar com a casa fechada. Só esta semana gastei R$ 100 com remédios para bronquite." A doméstica Carmem Lúcia da Silva, 42, disse que um barranco está cedendo e colocando a residência dela em risco. "Os caminhões passam em frente e abalam a estrutura." Para a manicure Ísis Gaudência da Silva, 32, outro problema é o risco de acidente, porque o limite de velocidade de 40 km/h também não estaria sendo respeitado pelo caminhoneiros. "Levo meu filho de 7 anos para a escola, e temos que nos esquivar dos veículos, porque não há nem calçada."

Pelo menos três viaturas da Polícia Militar foram deslocadas para a manifestação. Segundo o coordenador de policiamento do 27º Batalhão, tenente Vinícius Araújo, a equipe foi para o local a fim de garantir a tranquilidade. "Apesar de a via ter sido bloqueada, o protesto é pacífico."

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No início da tarde, o secretário de Atividades Urbanas, Basileu Tavares, e secretário adjunto de Governo, Paulo Gutierrez, visitaram a área. Já no final da tarde, por volta das 17h, eles se reuniram com representantes locais. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), foi combinado o conserto do passeio e a tentativa de colocar quebra-molas para conter a velocidade dos caminhões. Uma equipe do Setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde também teria se dirigido ao local para analisar a situação da área.

A representante dos moradores informou que a rua vai permanecer fechada para a subida de caminhões até que as melhorias comecem a ser implantadas. A promessa, segundo ela, é de que obras tenham início nesta terça, a partir das 9h. De acordo com Neide, durante a reunião, a informação foi de que quatro quebra-molas seriam construídos e ainda uma camada de asfalto seja colocada na rua para diminuir a poeira.

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