Mas isso não significa que todos os meses deste ano se comportaram dentro da normalidade, pois o índice pluviométrico ficou acima do previsto em cinco ocasiões, sendo novembro o mais atípico. Até o fim da tarde de ontem, o acumulado era de 369,6 milímetros, o que representa 93,5% além da média histórica. Este mês, aliás, deve terminar como o mais chuvoso desde março de 2013, quando o Inmet registrou 397,2 milímetros. O maior patamar, desde então, foi observado no último janeiro, com 375,8 milímetro, mas a previsão é de instabilidade pelo menos até amanhã em Juiz de Fora.
De acordo com o meteorologista Luiz Ladeia, do Inmet, a distribuição das chuvas tem se comportado dentro de uma normalidade para o período, embora a cidade tenha acumulados que se destacam. “Na região que observamos, formada por Juiz de Fora, Caparaó, Viçosa, Barbacena e Coronel Pacheco, a média este mês está cerca de 10% acima do previsto. O ciclo chuvoso demorou um pouco a começar, tanto que outubro teve resultado aquém do esperado. Estamos em um período conhecido como neutro, pois o El Niño perdeu sua atividade”, disse. O fenômeno climatológico que aquece as águas do Pacífico e muda o regime de precipitações se manteve forte ao longo do ano, e pode ser uma explicação para registros tão diferentes da média histórica nos primeiros meses do ano.
O tempo deve continuar nublado hoje, com máxima prevista de 24 graus. O céu deve ficar mais claro a partir do fim de semana.
