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Incêndio em loja no Centro completa um mês

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Um mês depois do incêndio que devastou parte do comércio local, o cenário de destruição na esquina da Rua Floriano Peixoto com a Avenida Getúlio Vargas, no Centro, ainda chama a atenção de quem circula ou trabalha por ali. Além dos destroços das lojas atingidas, há prédios com a fachada carbonizada, e o cheiro de queimado persiste. Estou há sete anos neste ponto e é muito triste ver esse vazio na esquina. Espero que os comerciantes consigam se reerguer em breve, diz a pipoqueira Marilene Oliveira.

Trechos da Floriano e da Getúlio continuam interditados por medida de segurança, já que dois prédios afetados pelas chamas ainda precisam ser demolidos. Com isso, os pedestres são obrigados a circular pela pista, disputando espaço com os automóveis. Ficou tumultuado. É gente no meio da rua, é carro passando sem respeitar o espaço dos pedestres. A calçada faz falta, opina a cozinheira Simone Marinho Franco. Estão demorando muito para demolir os prédios, e as pessoas que transitam por aqui estão em risco. Acho que não é totalmente seguro, completa o estudante Diego Falce.

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Para Rodrigo Veiga, proprietário de duas lojas que já foram demolidas, a Casa Pipa e a Ferragens Gomes, o atraso na realização do serviço tem sido um entrave para a volta às atividades. Eu e a maioria dos outros lojistas queremos nos reerguer aqui, se possível. Mas não podemos fazer nada enquanto não houver a demolição. Segundo ele, foi preciso demitir a maior parte dos funcionários, mas quase todos já foram reabsorvidos pelo mercado.

Desamparo

Dono de uma relojoaria em uma galeria ao lado do Castelo da Borracha, onde também fica seu apartamento, José Geraldo Franco Valentim se queixa das más condições do local. O cheiro é muito forte e ainda sai fumaça. Também estamos apreensivos com a possibilidade de desabamento. Vizinho de José Geraldo, o autônomo Israel Campos diz só ter voltado para casa por necessidade. Meu filho tem bronquite e passa muito mal com o cheiro, mas não posso mais pagar hotel.

Para o estudante Maurício César de Paula Franco, que tem se hospedado com parentes e amigos desde o dia do incêndio, os prejuízos vão além das perdas materiais. Minha família está toda separada, porque é difícil abrigar três ao mesmo tempo. Queremos ter nossa casa de novo, desabafa o estudante, que mora em um apartamento ao lado da parte dos fundos do Castelo da Borracha. Parece que estamos esquecidos. Temos que nos virar por conta própria, sem apoio público algum, já faz um mês, completa o amolador Waldemar da Silva, morador do mesmo prédio e comerciante da galeria.

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A Secretaria de Assistência Social (SAS) informou que nove famílias afetadas pelo incêndio já receberam auxílio social. Destas, apenas uma solicitou abrigo, mas já voltou para casa. Ainda segundo a SAS, as outras demandas foram referentes a recebimento de medicamentos, cestas básicas e vale-transporte, além de solicitação de vagas em creches. Já a Secretaria de Atividades Urbanas comunicou que ainda não há previsão para o início da demolição, que deve durar cerca de 60 dias.

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