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Conflitos levam medo ao entorno do Riachuelo

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Presença de carro da PM não tem sido suficiente
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Presença de carro da PM não tem sido suficiente

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Brigas de gangues, tentativas de homicídio, assaltos, comércio de drogas. As ocorrências registradas na Praça do Riachuelo, na região central da cidade, já impactam o comércio e provocam temor em quem precisa circular pela área. Um dia depois de denunciar a situação de insegurança no Parque Halfeld, a Tribuna mostra os problemas de outra importante praça de Juiz de Fora. Comerciantes do entorno relatam que as brigas entre grupos rivais já os obrigaram, por várias vezes, a baixar as portas no meio do dia. Pelo menos cinco estabelecimentos foram invadidos por integrantes das galeras durante os conflitos. Na última sexta-feira, por volta das 19h30, cerca de 30 jovens se enfrentaram com pedras no local. Na mesma semana, um bar que fica na Rua Jarbas de Lery foi invadido por rapazes munidos de facas, que brigavam na praça. "Um deles fugiu pra cá e entrou dentro do balcão. Quase tem uma morte aqui. Estamos trabalhando honestamente e temos que passar por isto", desabafa um comerciante.

"Isto virou uma praça de guerra, a polícia não tem controle. Antes as confusões eram só às sextas e aos sábados, hoje é todo dia. Tornou-se um risco morar, trabalhar ou transitar aqui", desabafa Nilton Brandão, que trabalha em uma loja do Santa Cruz Shopping, que fica em frente à praça e reside nas proximidades. No dia 11, por volta das 16h, ele flagrou a Polícia Militar fazendo a apreensão de duas facas que estavam com jovens na praça. "Isto aqui é direto. Este foi um dos motivos para pensarmos em acabar com a loja aqui. Ela deve mudar de endereço em breve."

Segundo outra lojista, que pediu para não se identificar, o movimento no local caiu drasticamente, e eles convivem com o medo durante todo o tempo que os estabelecimentos estão abertos. No dia 6 deste mês, por volta das 16h, um grupo de 20 jovens, a maioria empunhando facas, começou um embate na praça. A confusão se estendeu até o shopping, que tem três portas de entrada em frente ao espaço público. "Os comerciantes aqui da frente fecharam as lojas. E isto já aconteceu outras vezes. Como vamos enfrentar isto? Sem o posto da PM, que veio aqui para dentro, o problema ficou ainda mais latente. Quase não tenho clientes mais."

Na noite da última quarta-feira, os bancos de uma lanchonete foram usados como armas em um embate de grupos rivais. Funcionários relataram que os envolvidos se enfrentavam na praça e acabaram correndo para o local e usando os móveis nas agressões.

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Outra loja, que fica na Rua São Sebastião, já foi invadida e teve produtos danificados durante duas confusões. "Os garotos entram aqui brigando, saem quebrando tudo. É absurdo, e o pior é que não temos o que fazer. É esperar a briga acabar e contabilizar mais um prejuízo", lamenta o comerciante. Um comércio de eletrônicos na Rua Jarbas de Lery também foi alvo dos confrontos e teve parte do vidro da frente quebrado em janeiro deste ano.

Todos os comerciantes e pessoas que precisam passar pela área são enfáticos ao afirmar que a retirada do posto da Polícia Militar, que ficava na Praça Riachuelo, contribuiu para o aumento da criminalidade na área. Desde outubro passado, o ponto fixo fica dentro do shopping em frente à praça, onde a população pode registrar boletins de ocorrência. "Sabemos que as galeras se enfrentam lá dentro também, mas a raiz do problema é a praça", diz um taxista, acrescentando que o movimento no ponto vem caindo nos últimos meses.

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Iluminação falha aumenta insegurança

Se as brigas de gangue registradas na Praça do Riachuelo preocupam os comerciantes durante o dia, o tráfico de drogas e os assaltos intimidam quem passa na área, principalmente à noite. "Isso aqui não pode mais ser chamado de praça. Como pode ser um espaço de lazer um local que tem tudo de ruim? É tráfico, assalto, briga", dispara uma moradora da Rua Benjamin Constant. Donos de estabelecimentos comerciais e moradores contam que a venda de entorpecentes é constante e que ela acaba fazendo com que ocorram outros crimes. "A verdade é que quem pode atravessar e não passar pela praça faz isso. Sei que a PM faz o trabalho dela, mas nem isto eles respeitam", diz uma lojista.

Uma reclamação comum é em relação à precariedade da iluminação pública na área. "A maioria das lâmpadas está queimada, e as que estão funcionando estão fracas. Isto traz ainda mais insegurança", reclama um morador da Rua São Sebastião. O problema é reconhecido pela Secretaria de Obras. Segundo o órgão, a partir do final de outubro, haverá melhorias na iluminação pública de diversos pontos da cidade. O projeto, em parceria com a Cemig, vai contemplar o Largo do Riachuelo.

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De acordo com o comandante da 30ª Companhia da Polícia Militar, capitão Marcelo Monteiro de Castro, a unidade da corporação dentro do Santa Cruz Shopping traz uma presença indireta dos militares. "Além disso, temos o policiamento a pé, de moto e bicicleta. A Base Móvel é lançada de acordo com a demanda e a incidência de crimes." Segundo ele, os problemas de enfrentamentos entre grupos rivais não são restritos ao Centro, e que, esporadicamente, gangues de bairros vêm para a área central e acabam se enfrentando. "Estamos mapeando estas gangues para não deixar que as brigas aconteçam, e elas já têm diminuído", pontuou.

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