Com as negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro) e as empresas que operam o transporte público em Juiz de Fora ainda em andamento, 60% da frota de coletivos urbanos circularam nesta segunda-feira (24) na cidade. A informação foi confirmada pela entidade de classe e pela Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) à Tribuna. A empresa Auto Nossa Senhora Aparecida Ltda (Ansal), do Consórcio Via JF, e responsável por 50% do sistema de transporte coletivo na cidade, informou que 100% de sua frota está em circulação. Duas assembleias com os trabalhadores estão agendadas para esta terça-feira (25) para decidir os rumos da greve, que teve início na terça-feira da semana passada.
De acordo com a Settra, a Prefeitura tem acompanhado o cumprimento da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região, em que os trabalhadores do transporte coletivo urbano da cidade devem manter em funcionamento o mínimo de 60% da frota dos ônibus, por meio de monitoramento via GPS, por câmeras e estudo de campo feito por agentes de trânsito.
A oferta, contudo, não tem sido suficiente para absorver a demanda. Na tarde desta segunda, a Tribuna flagrou filas e ônibus lotados ao longo da Avenida Getúlio Vargas. Muitos dos usuários reclamavam da espera e da pouca quantidade de veículo por linha. Apesar de as vans escolares continuarem autorizadas a circular – em caso de paralisação total ou parcial, conforme portaria publicada pela Prefeitura -, o número destes veículos nas ruas da cidade diminuiu em relação à semana passada. Assim como os ônibus, a maioria das vans tem ficado lotada de passageiros. A prestação excepcional do serviço pelos veículos escolares deverá ocorrer até as 23h59 do dia em que o sistema retornar ao seu funcionamento normal.
Negociações
No último sábado (22), rodoviários se reuniram com os consórcios Manchester e Via JF em uma rodada de negociações, entretanto, ainda não chegaram a um acordo, segundo o presidente do Sinttro, Vagner Evangelista. Conforme o sindicato, até a noite desta segunda, apenas as empresas Ansal, Viação São Francisco e Tusmil apresentaram proposta a ser debatida com a categoria e votada na assembleia.
Conforme o presidente do Sinttro, caso não cheguem a um consenso nas assembleias desta terça, é possível que novas manifestações dos trabalhadores sejam realizadas. O percentual de circulação dos ônibus segue decisão liminar expedida pela Secretaria de Dissídios Coletivos e Individuais do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, na última quarta-feira (19), para que o Sinttro mantivesse um percentual mínimo de funcionamento da frota de ônibus em meio à greve de motoristas e cobradores.
A Tribuna também entrou em contato com a Astransp, mas não teve retorno até a publicação desta matéria.

