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Igreja se posiciona sobre temas polêmicos

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Evento acontece no Seminário Santo Antônio
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Evento acontece no Seminário Santo Antônio

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O posicionamento da Igreja Católica diante de temas polêmicos, como o aborto e a aceitação de casais separados, está sendo discutido em um encontro realizado, até sexta-feira, no Seminário Santo Antônio, com a presença de mais de 120 padres de Juiz de Fora e região. As palestras são ministradas pelo vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Belisário da Silva, que também é arcebispo de São Luíz (MA).

Em entrevista à Tribuna, ele explicou que eventos deste tipo são realizados a cada quatro anos. O objetivo é atualizar o clero, mostrando aos religiosos como a Igreja deve agir diante da realidade do mundo atual. Segundo dom Belisário, um dos temas discutido é o fato de que hoje muitas pessoas não nascem católicas. "Precisamos ir de encontro a estas pessoas, e não esperar que novos fieis cheguem até nós. Temos o mesmo entendimento com os jovens. Sabemos que nossa mensagem é valiosa, mas precisamos atualizá-la para cada geração."

Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e divulgado esta semana, aponta a diminuição do número de católicos no país. Atualmente são 68,32% fieis, contra 73,9% identificados no ano 2000. Entre os jovens, a diminuição é ainda maior, com a redução média de 7% de pessoas entre 15 e 24 anos.

Casais separados e aborto

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Conforme dom Belisário, a Igreja já trata com respeito casais que estão em segunda união, apesar de ter o entendimento que a cerimônia do casamento só deva acontecer uma vez. "Já existem núcleos e congregações criados exclusivamente para dar um tratamento especial a estas pessoas."

Sobre o aborto, o representante da CNBB acredita que as mulheres são as principais vítimas. "Não podemos enxergá-las como criminosas. O papel da Igreja é conceder o perdão e apoiar estas mulheres." Ele salienta que a proteção à vida continua sendo inquestionável, mas compreende algumas situações, principalmente quando envolve vítimas de violência.

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Documento Sinodal

Ainda durante o encontro desta semana, o arcebispo metropolitano dom Gil Antônio Moreira vai estudar com os padres o sínodo da Arquidiocese. Desenvolvido durante um ano e seis meses, o documento identifica a atuação da Igreja Católica na região, mostrando as falhas e as lacunas que devem ser preenchidas. "Vamos traçar um plano de ação para melhorar o que for necessário", afirmou. Entre os temas que serão abordados, a partir de amanhã, estão a pobreza, relação com a juventude, família e a importância da formação bíblica e catequese.

Hoje os religiosos visitam a I Exposição de Arte Sacra, montada na Catedral Metropolitana, e depois participam de um almoço em comemoração aos 50 anos da Arquidiocese.

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