Cinco meses depois de deslizamentos de terra interditarem a Rua Artesão Antônio de Oliveira, os moradores do Bairro Adolpho Vireque, na Cidade Alta, em Juiz de Fora, continuam precisando utilizar o desvio feito pelo Condomínio Alto dos Pinheiros para saírem e chegarem às suas casas. A solução provisória estava prevista para durar até setembro, mas a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que, embora o plano de trabalho para a obra de contenção – necessária para restabelecer o acesso anterior ao bairro – já esteja aprovado pela Defesa Civil Nacional, “o andamento está na fase de elaboração do projeto, planejamento licitatório para contratação de empresa e liberação de recursos”, no valor de R$ 1.440.410,66 milhões.
As informações sobre a obra podem ser conferidas no site Juiz de Fora Adiante, onde consta “fase de contratação de projeto e execução de obra”. Enquanto isso, o acesso pelo Condomínio Alto dos Pinheiros continua com controle de entrada e saída, incluindo a identificação dos veículos na portaria principal. A circulação é permitida apenas para carros, ambulâncias, ônibus e caminhões de limpeza urbana.
Quando pelo menos dois deslizamentos de terra bloquearam a Rua Artesão Antônio de Oliveira, nas fortes chuvas de fevereiro, o tráfego chegou a ser liberado apenas para motocicletas e bicicletas. Posteriormente, moradores chegaram a criar uma passagem improvisada para os demais veículos. No entanto, segundo a Secretaria de Obras, a via alternativa, que ligava a região à Rua José Lourenço, não atendia aos parâmetros técnicos exigidos pelas normas de engenharia para suportar tráfego de veículos maiores. A dificuldade de acesso à parte alta do Bairro Adolpho Vireque teria levado ao resgate de uma idosa de 90 anos em uma motocicleta, já que ambulâncias e outros veículos não conseguiam chegar à casa dela.
Os transtornos causados pela interdição do acesso principal ainda provocou manifestações de moradores do Vireque. No dia 13 de março, por exemplo, eles chegaram a fechar a Rua José Lourenço em protesto. “A Prefeitura assumiu a obra, jogou um piche aqui e ficou intransitável de novo. Continuamos sem acesso”, relatou uma moradora à reportagem na ocasião. Após as reclamações dos residentes, o material aplicado na via foi retirado, e o acesso alternativo foi criado.
