Servidores das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) irão paralisar as atividades nesta quinta-feira (25). O movimento está sendo encabeçado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e visa à correção salarial dos técnicos e analistas da educação. A expectativa é de que cerca de 90% dos profissionais participem do protesto, dos quais 15 seguirão para Belo Horizonte, onde haverá uma assembleia, às 10h, que decidirá os rumos da campanha salarial. Segundo a assistente técnica educacional Cristina Rocha, os servidores possuem uma distorção no salário desde 2011. “Essa distorção dá uma diferença de cerca de R$ 800 no nosso salário. O Governo atual admite o erro, mas disse que não poderá negociar este ano por falta de recursos.”
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que as demandas específicas do setor estão sendo estudadas e está aberta a negociações. No entanto, a pasta destacou que todas as carreiras da educação, inclusive os servidores das SREs, foram contempladas com o aumento de 31,78%, a ser pago em dois anos. “Esse índice foi concedido para garantir o pagamento do Piso Salarial Nacional Profissional ao professor, o que vai ocorrer até agosto de 2017. Assim, o atendimento a uma demanda própria da área de magistério (Professor da Educação Básica, Especialista em Educação Básica e Analista Educacional na função de Inspetor Escolar) foi estendido a todos os trabalhadores da Educação e representou um avanço para todas as carreiras.”
A secretária de Educação, Macaé Evaristo, estava com visita programada a Juiz de Fora nesta sexta (26). No entanto, cancelou a viagem em virtude de um compromisso de última hora com o governador Fernando Pimentel. A reunião na SRE será remarcada.
