O segundo Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2023 apontou taxa de 2,5 referente a infestação em Juiz de Fora, classificada como de “médio risco” pelo Ministério da Saúde. A sondagem, realizada pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e divulgada nesta quarta-feira (25), representa redução em relação ao primeiro levantamento divulgado em fevereiro, quando apresentava taxa 7 de infestação, considerada de “alto risco”.
De acordo com a Administração municipal, a maioria dos focos está dentro das residências. Os depósitos mais frequentes costumam ser vasos/frascos com água, pratos, garrafas retornáveis – considerados depósitos móveis -, seguidos de obras, calhas e estruturas abandonadas ou em desuso. Com base nos resultados, a PJF destacou que irá continuar reforçando a vistoria aos imóveis por meio de ações de educação em saúde e sensibilização da população, para eliminação e cuidado com os possíveis criadouros do mosquito.
“Para que possamos ter um cenário epidemiológico adequado à nossa cidade, é importante que a população faça seu papel, recebendo os agentes e eliminando os focos. Sabemos que 85% dos focos são encontrados dentro das residências. A Prefeitura de Juiz de Fora tem feito a parte dela e conta, mais uma vez, com esse auxílio popular para que tenhamos 2023 exitoso no combate às arboviroses”, destacou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Jonathan Ferreira Tomaz, por meio da assessoria de comunicação da PJF.
Conforme o Executivo, a redução do índice ocorreu devido ao trabalho desempenhado pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE), vinculados à Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SSVS) da Secretaria de Saúde (SS), com ações de prevenção, monitoramento e bloqueio de focos, bem como com o apoio da população.
Mais de 1.200 casos em JF
Reportagem publicada pela Tribuna nesta terça-feira (23) mostrou que Juiz de Fora já registrou 1.212 casos prováveis de dengue em Juiz de Fora ao longo dos cinco primeiros meses de 2023, de acordo com o último boletim com os casos de dengue, zika e chikungunya divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O número é quase dez vezes maior do que o registrado ao longo do ano passado, quando havia 124 casos prováveis da doença.
Nesta quarta-feira, a PJF informou que, neste ano, foram registrados 818 casos confirmados de dengue no município até o momento. Como destacado pela Prefeitura, Juiz de Fora tem o menor número de casos de dengue entre as dez maiores cidades mineiras.
Denúncias sobre a dengue
A PJF disponibiliza canais de denúncias anônimas sobre focos do Aedes aegypti em Juiz de Fora e região para que a população contribua na prevenção contra as arboviroses. Os relatos de locais de criadouros podem ser feitos por meio do MonitorAr , sistema que mapeia as informações das doenças causadas pelo mosquito. O portal pode ser acessado por qualquer navegador, além de funcionar em diferentes dispositivos, como smartphones, tablets, notebooks e computadores.
Além disso, a população também pode auxiliar no combate por meio de denúncias de possíveis focos, através do WhatsApp, pelo número (32) 98432-4608, por ligação telefônica através do 3212-3070 ou pelo e-mail dengue@pjf.mg.gov.br.
O LIRAa é um método simplificado para obtenção de indicadores entomológicos, o que permite conhecer a distribuição do vetor Aedes aegypti dentro da região. Por meio do nível de infestação, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde traça estratégias de combate, o que inclui ações de mobilização social, mutirão de limpeza, vistorias e ações em conjunto de fiscalização, ações educacionais e campanhas de conscientização.

