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‘Não é possível realizar a desinterdição dos imóveis localizados no sopé do Morro do Cristo’, aponta laudo

'Não é possível realizar a desinterdição dos imóveis localizados no sopé do Morro do Cristo', aponta laudo

(Foto: Felipe Couri)

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O laudo da Defesa Civil sobre a situação do Morro do Cristo foi apresentado na noite desta sexta-feira (24). Segundo o documento, após as vistorias realizadas por um geólogo no local, foi constatado um “cenário de grande instabilidade de diversos blocos rochosos e porções de solo, os quais já apresentam feições de instabilidades diversas com risco muito alto de deflagração de novos movimentos de massa”. Por isso, são necessárias obras emergenciais para mitigação dos riscos geológicos remanescentes – considerados muito altos. Assim, foi destacado que não é possível realizar a desinterdição dos imóveis localizados no sopé do Morro do Cristo.

De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), a análise foi conduzida com base em observações de campo, interpretação de dados geológicos regionais, análise geomorfológica e avaliação das condições de estabilidade do maciço rochoso, realizadas pelo geólogo Luiz Wallace entre os dias 27 de março e 21 de abril deste ano. Foram utilizadas descidas por cordas ao longo da encosta para estudar os estragos das fortes chuvas que atingiram a cidade em fevereiro.

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“O talude rochoso do Morro do Cristo possui orientação Norte-Sul, com cota máxima de, aproximadamente, 230 metros apresentando uma litologia composta predominantemente por rocha Gnáissica com graus variáveis de intemperismo. Sobre a encosta, há uma camada de espessura variável de solo, que por vezes se apresenta rico em matéria orgânica, onde está instalada densa vegetação”, diz o documento.

A Prefeitura informou, também, que a contratação do anteprojeto das intervenções no referido local será realizado na próxima segunda-feira (27), com destaque para um conjunto de intervenções mitigadoras que possam permitir o retorno das pessoas às residências no prazo mais breve possível. Por sua vez, a contratação do anteprojeto para as intervenções na Estrada Gentil Forn está sendo realizada ainda nesta sexta.

Locais que apresentaram instabilidades foram analisados

Durante as vistorias, foram identificados vários pontos de instabilidade no Morro do Cristo, especialmente em áreas próximas às ruas Constantino Paleta, Marechal Deodoro, Halfeld e do Carmelo. De forma geral, os técnicos apontam que as chuvas provocaram o deslocamento de solo sobre a rocha, causando deslizamentos e deixando blocos de pedra grandes expostos ou em posição instável.

Na parte superior da encosta, perto das ruas Constantino Paleta e Marechal Deodoro, o material que deslizou ficou acumulado principalmente sobre a superfície rochosa e na região da Trilha do Tostão. Mesmo assim, ainda há blocos de rocha que podem se mover ou rolar.

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Na área acima da Rua Halfeld, abaixo do Mirante do Cristo, houve grande volume de deslizamento. Parte dos detritos chegou à base da encosta, mas outra parte permaneceu acumulada em pontos inclinados da rocha, o que mantém o risco de novos deslizamentos. Também foram identificados blocos grandes e placas rochosas com baixa estabilidade.

Já na parte superior da Rua do Carmelo, o risco foi considerado muito alto. O local reúne blocos rochosos de grande porte, alguns em áreas bastante inclinadas ou parcialmente sem sustentação. Segundo a análise, essas pedras podem cair, rolar, atingir imóveis próximos ou contribuir para novos deslizamentos.

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