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Estudo busca causas para a dengue grave

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Com o objetivo de identificar as principais causas dos agravamentos por dengue em Juiz de Fora, um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF está investigando amostras de sangue e sorologia de pessoas que tiveram a doença. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o estudo realizou parcerias médicas com hospitais e laboratórios da cidade e obteve cerca de 30 amostras de casos graves para sequenciar os genomas dos vírus que circulam no município.

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Conforme a coordenadora da pesquisa, Betânia Drumond, os vírus causadores da dengue se dividem em quatro tipos diferentes (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4).

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Dentro desses genomas, há ainda subtipos. “Por exemplo, dentro do tipo DEN1 tem subtipos. Estamos sequenciando para ver se tem algum subtipo diferente circulando que possa estar causando os casos graves.”

Apesar de haver indícios de que todos os tipos já circularam por Juiz de Fora, entre as amostras analisadas pelos pesquisadores, em Belo Horizonte, foram encontrados apenas o DEN1.

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Segundo a coordenadora, algumas hipóteses para o aumento dos casos graves da dengue em Juiz de Fora já foram levantadas. Uma delas é que as pessoas estão com coinfecção. Ou seja, adquirindo mais de um vírus ao mesmo tempo. No entanto, essa situação ainda não foi encontrada no material avaliado pelos pesquisadores até o momento. “Outra hipótese é que pode haver um subtipo do vírus que pode ter sofrido mutação e deixado o vírus mais virulento.” Uma terceira possibilidade é a infecção se tornar mais grave em pessoas que já tiveram a doença anteriormente. “Por exemplo, há dois anos, a pessoa teve dengue tipo DEN4. Ela desenvolveu anticorpos para esse tipo de vírus. Agora, a pessoa pegou o tipo DEN1. Os anticorpos de memória do tipo DEN4 vão se ligar com o vírus DEN1 e não conseguirão neutralizá-lo, já que são semelhantes, mas não iguais. Essa ligação pode favorecer o vírus a entrar nas células e se multiplicar no organismo. Quanto maior a multiplicação, mais chances de surgir a versão grave da doença.” No entanto, a pesquisadora destaca que essa situação não é regra. Assim, pacientes podem ter a dengue quatro vezes e nenhuma ter a forma grave, enquanto outros, na primeira infecção, já apresentam quadro mais grave.

A coordenadora explica que cada organismo reage de forma diferente à doença. “Já encontramos pessoas mais suscetíveis e menos suscetíveis a casos mais graves.” Ela destaca que essa variação é aleatória, não tendo relação com idade, sexo ou regionalidade. “No nosso estudo ainda não identificamos se tem uma faixa etária ou região mais suscetível à dengue grave. As pessoas idosas, no geral, são mais receptivas a infecções virais. Mas, o vírus da dengue consegue causar infecções mais graves em pessoas jovens também.” Betânia recomenda que, aos primeiros sintomas, um médico seja consultado, já que ele será o profissional capaz de realizar o diagnóstico e verificar se há sinais de alarme.

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