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Dentista de Juiz de Fora é investigada pela PF por suspeita de cargo fantasma na Câmara de Angra

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Uma dentista de Juiz de Fora é alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por suspeita de atuar como “funcionária fantasma” na Câmara Municipal de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Segundo apurações, ela seria assessora do vereador Greguy Soares Duarte (PL), policial militar que exerce mandato desde 2024. Procurado pela reportagem, o parlamentar não retornou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação. 

No currículo do vereador, disponível no site da Câmara, consta que ele ganhou notoriedade a partir de 2019 ao usar as redes sociais para “denunciar irregularidades no serviço público e desvios de recursos”. No ano seguinte, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) entrou com uma representação contra o político, alegando quebra de decoro, ao mencionar que ele realizava incursões em unidades de saúde da cidade filmando profissionais sem autorização e com viés sensacionalista.

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A Operação Caça-Fantasmas, deflagrada nesta terça-feira (24), investiga a relação entre a contratação de assessores parlamentares fantasmas e possíveis irregularidades na campanha eleitoral, como omissão de despesas, fraudes na contratação de serviços e uso indevido de recursos públicos. As apurações também indicam o uso da estrutura institucional da Câmara Municipal de Angra dos Reis para fins eleitorais.

De acordo com a Polícia Federal, endereços vinculados aos investigados, como residências, escritório de advocacia e um gabinete parlamentar, estão entre os alvos dos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral e cumpridos nesta terça nas cidades de Angra dos Reis e Rio de Janeiro (RJ), além de Juiz de Fora.

Como funcionava o esquema investigado pela PF

As investigações conduzidas pela PF encontraram indícios que o aparato público vinha sendo utilizado para práticas consideradas criminosas. No possível esquema, assessores parlamentares sem efetivo exercício funcional eram nomeados, em possível relação de “moeda de troca”, em que a vinculação entre a ocupação de cargos públicos acompanha em contrapartida, a obtenção de apoio político e financeiro.

As apurações continuam a fim de compreender a utilização dessas ligações e sua relação com indícios de captação e de destinação de recursos à margem dos registros oficiais de campanha.

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Ao se dedicar a análise da prestação de contas eleitorais, a PF identificou elementos que indicam a ocorrência de declarações ideologicamente falsas. “Voltadas para a omissão de despesas e para a inserção de informações divergentes da realidade quanto à contratação de serviços e à destinação de recursos durante a campanha eleitoral”, explicou o órgão federal em nota.

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