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Morro do Cristo está entre áreas citadas em mapeamento de risco usado no monitoramento do Cemaden desde 2017

mapa pjf
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O Morro do Cristo está entre os locais citados no mapeamento de setores de risco elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e utilizado como referência pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O relatório registra, em Juiz de Fora, 80 setores classificados como risco alto (R3) e risco muito alto (R4) para movimentos de massa e processos hidrológicos.

Entre as situações descritas, o documento aponta setores associados a deslizamentos planares, rastejo e erosões do tipo ravina. Também há registro de áreas com risco de queda de blocos, em locais com rocha alterada e fraturada, incluindo referência ao Morro do Imperador e a um ponto na Rua Halfeld – afetada pelo deslizamento na madrugada desta terça-feira (24).

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O relatório informa que a setorização foi feita com vistorias de campo na área urbana, a partir de locais indicados pela Defesa Civil municipal por histórico de ocorrências ou por sinais de instabilidade. Após as visitas técnicas, os setores são delimitados e descritos em pranchas, com classificação do grau de risco e tipologia do processo esperado.

O SGB ressalta que o levantamento considera principalmente áreas habitadas no momento da vistoria e que o grau de risco pode se modificar ao longo do tempo. Mudanças na ocupação, intervenções nas encostas, cortes e aterros, além de problemas de drenagem e lançamento de águas, podem alterar as condições observadas inicialmente.

Entre as tipologias de movimentos de massa, o SGB indica predominância de deslizamentos planares no município, associados a características das encostas e a intervenções humanas, como cortes e aterros que alteram a dinâmica do terreno, além de problemas de drenagem. O relatório também descreve um setor associado a empreendimento no Bairro Nova Era.

O documento registra ainda ocorrências e indícios de rastejos, movimentos lentos de solo que podem causar danos e, em alguns casos, evoluir para processos de maior amplitude. Há referência ao Bairro Linhares como uma das áreas vistoriadas com esse tipo de manifestação. No mesmo bairro, o relatório aponta um setor com risco hidrológico, relacionado à proximidade de moradias com curso d’água e possibilidade de inundação e enxurrada em períodos chuvosos.

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Recomendações do relatório

O documento apresenta recomendações gerais para redução de risco, como ações preventivas no período chuvoso, estudos e adequação de drenagem pluvial e esgoto, elaboração de projetos geotécnicos e hidrológicos para obras, fiscalização para evitar novas ocupações em áreas impróprias e implantação de sistemas de alerta com veiculação pública.

Como consultar o mapeamento de áreas de risco da Defesa Civil

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) disponibiliza, no site da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil (SSPDC), um mapa público com as áreas de risco do município. As áreas são classificadas por grau de risco em uma escala de R1 (muito baixo) a R4 (muito alto).

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Na plataforma, é possível visualizar informações por setor, como bairro, região, população estimada, tipologia e processo associado, além da área mapeada. O órgão municipal informa que os locais são monitorados periodicamente e que o conteúdo passa por atualização. Confira:

 

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