
Juiz de Fora enfrenta sua maior estiagem desde o mês de agosto, quando ficou sem chover durante 40 dias. A cidade está há 17 dias ininterruptos sem precipitações, fazendo deste o maior período seco na temporada de instabilidade atmosférica 2016/2017.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a situação é causada pela presença de uma forte massa de ar seco e quente que predomina em toda a região Sudeste do país. Ela afasta as nuvens carregadas e deixa o céu claro na maior parte do dia, situação que tende a permanecer pelo menos até o domingo (26).
As características observadas no tempo são semelhantes a de um veranico, fenômeno meteorológico caracterizado por vários dias consecutivos de estabilidade no período chuvoso. No entanto, para que o fenômeno seja confirmado, a situação deve vir acompanhada de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar.
Os termômetros têm registrado índices elevados, próximos dos 30 graus, no entanto, a umidade relativa do ar, que fica em cerca de 45% durante as tardes, tem se recuperado nas madrugadas. Tanto que os dias estão amanhecendo nublados. Apesar de dias quentes, as temperaturas estão se comportando dentro da média histórica. A fim de comparação, em todo o mês de fevereiro são esperados valores entre 18,2 e 26,8 graus. A média da mínima e da máxima, até o momento, está exatamente nestes patamares.
Abaixo da média
O mesmo não se poder dizer do acumulado de chuvas, que até o momento é de 31,2 milímetros, o que representa 14,4% do esperado para todo fevereiro. É o menor volume de chuvas registrado desde fevereiro de 2011, quando o Inmet contabilizou 13 milímetros ao longo de 28 dias.
Embora com longa estiagem, as represas que abastecem o município permanecem com níveis satisfatórios. O manancial São Pedro está com 75,8% de sua capacidade preenchida, João Penido 88,5% e Chapéu D’Uvas 59,9%. Esta última, porém, armazena 11 vezes mais água do que toda a Represa João Penido, o que permite segurança no abastecimento na cidade por um longo período.
