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Adolescente suspeito de matar homem no JK

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Vítima foi atingida dentro de casa na Rua Natalino José de Paula

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O pedreiro Rafael Jerônimo da Silva, 29 anos, foi assassinado com dois tiros dentro de casa e na frente da namorada, 20, na manhã desta quarta-feira (23) no Bairro JK, Zona Sudeste. De acordo com as polícias Civil e Militar, o homicídio teria motivação passional, e o suspeito, 16, é o ex-companheiro da atual mulher da vítima. O adolescente não estaria aceitando o fim do relacionamento de dois anos e inconformado com o fato da jovem estar grávida de dois meses de Rafael. O crime aconteceu, por volta das 7h, na Rua Natalino José de Paula. Cerca de uma hora antes, o suspeito esteve no endereço e, após uma discussão com a mulher, levou em uma motocicleta um dos dois filhos, 2, que teve com ela. Ele teria retornado armado à residência e gritado para a jovem abrir a porta. O homem foi atender e acabou surpreendido por quatro disparos. Um dos projéteis transfixou o lado esquerdo do peito da vítima e o outro perfurou a parte direita, ficando alojado nas costas. Um terceiro tiro ainda perfurou a grade de ferro da casa. A vítima caiu no chão da sala, deixando um rastro de sangue, e não resistiu. O óbito foi constatado pelo Samu.

A jovem grávida contou que morava há cerca de dois meses com Rafael em casa de parentes no Bairro JK e, há duas semanas, o casal havia mudado para a residência, onde o pedreiro trabalhava na construção de um muro. "Primeiro, meu ex chegou me chamando, sacudindo o portão. O Rafael abriu, e ele falou que tinha ido levar roupa para mim. Aí pegou meu filho, falando que ia comprar biscoito para ele. Quando voltou, o Rafael percebeu que estava armado e me afastou. Ele começou a disparar. Acho que queria acertar nós dois."

A jovem contou que sofria ameaças, mas nunca havia denunciado o ex-companheiro por medo. "Ele me ameaçava desde novembro, quando separamos. Eu sabia que não ia acontecer nada, porque ele só tem 16 anos. Falava que se eu não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém." Segundo ela, o outro filho, de 1 ano, mora com a tia dela na Zona Nordeste. "Eu gostava muito do Rafael e estava muito feliz. A gente ia casar, se isso não tivesse acontecido", lamentou.

 

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Buscas

Peritos e policiais da 6ª Delegacia de Polícia Civil realizaram os levantamentos no local do crime. O corpo da vítima foi removido e levado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML). Policiais militares e civis ficaram empenhados durante toda a manhã nas buscas pelo suspeito, morador da Vila Olavo Costa, Zona Sudeste, mas ele não foi localizado. "Estive na casa da mãe dele, e o filho levado estava com ela, mas o adolescente não foi encontrado. Deixamos a criança com a avó, porque a mãe alegou que não tinha condições psicológicas de ficar com filho no momento. Mas estamos levantando possíveis locais em que ele possa estar e vamos continuar as buscas", garantiu o comandante do setor da 135ª Companhia da PM responsável pela Olavo Costa, subtenente Glauco Dornelas.

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Ainda pela manhã, a companheira da vítima e duas vizinhas prestarem depoimento na 6ª Delegacia. De acordo com o inspetor Rogério Marinho, o inquérito já foi instaurado. "Parece que a motivação do crime foi mesmo passional, e o suspeito está sendo procurado." A arma usada no homicídio, supostamente um revólver calibre 38, não foi encontrada.

A mãe de Rafael, a doméstica Marilângia Jerônimo da Silva, 49, contou que ele era o mais velho e único homem de três filhos. "Ele já estava sofrendo ameaças. Esse rapaz sempre vinha atrás deles, porque não tinha aceitado o fim do relacionamento. Ele é meu vizinho na Olavo Costa e tinha passado por mim hoje, mas não sabia que ia matar meu filho."

 

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