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Moradores temem rompimento de adutora de água na Zona Norte

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Morador da Avenida Inês Garcia mostra adutora e revela temor de rompimento devido a estrutura comprometida. Foto de Felipe Couri.

Do portão de casa, Francisco Fonseca, 64 anos, aponta para um medo que reside próximo. A adutora de água que abastece os bairros da Zona Norte, localizada na sua própria rua – a Avenida Inês Garcia -, encontra-se envergada. A tubulação, que atravessa as margens do Córrego Três Pontes, área que sofre com deslizamentos de terra desde o desastre socioambiental de fevereiro, está cada vez mais exposta. “A gente está tentando avisar antes que aconteça, para evitar que ocorra um desastre”, chama a atenção o aposentado. 

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Ele conta que, durante os períodos de chuva, o nível do córrego sobe, e o temor é que a estrutura da adutora – já com as colunas tortas e envergada –  não suporte a força da água. Caso a tubulação rompa, ele adverte: “o bairro acaba”. A reportagem da Tribuna encontrou Francisco enquanto conversava com dois vizinhos. Apesar de não morarem de frente para o local, eles compartilham o mesmo receio e chegam a quase vigiar a adutora, classificada por eles como um “risco iminente”. 

Prefeitura informou que adotará medidas para reforçar segurança da adutora. Foto de Felipe Couri

Procurada pela Tribuna na manhã de quinta-feira (22), a Prefeitura de Juiz de Fora informou à tarde que a equipe da Cesama realizou uma vistoria técnica na adutora da Avenida Inês Garcia. Segundo o Executivo, foi constatado que “a tubulação está estabilizada, sem risco iminente de rompimento ou comprometimento do abastecimento na região”. Em nota, a PJF acrescentou que a companhia mantém o monitoramento contínuo da área e adotará as medidas necessárias para reforçar a segurança do equipamento. 

A resposta, porém, não detalha o número de pessoas, famílias ou imóveis atendidos pela adutora, nem esclarece se há risco de rompimento (ainda que não seja iminente) da estrutura, que apresenta deformações e sinais de instabilidade nas laterais do córrego. Também não foram informadas as medidas previstas para solucionar o problema ou o prazo para a execução de eventuais obras.

Embora a situação da tubulação seja a prioridade, os problemas do trecho vão além. Em 2009, ainda durante a gestão do ex-prefeito Custódio Mattos (PSDB), a Secretaria de Obras (SO) construiu cerca de mil metros de calçada às margens do córrego da Avenida Inês Garcia, no Bairro Benfica, Zona Norte. Onde o calçamento termina, no entanto, a infraestrutura urbana também desaparece. A poucos metros da adutora, o trecho da avenida acima da Rua Bartolomeu Bueno está sem passeio, com mato alto e o asfalto cedendo. Além do matagal que, segundo denúncia dos moradores, favorece a proliferação de caramujos africanos.

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Asfalto cedendo em trecho da Avenida Inês Garcia, em Benfica, preocupa quem passa de carro pelo trecho. Foto de Felipe Couri

Sobre isso, a gestão municipal informou que a Defesa Civil também realiza o monitoramento contínuo do local, “que não apresenta riscos ao tráfego ou à população”. Por fim, a PJF disse que engenheiros da equipe já trabalham na elaboração de um projeto de recuperação da área, a ser apresentado à Defesa Civil Nacional. Nenhum prazo, no entanto, foi informado. 

 

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