
Imóveis vêm sendo ocupados por usuários de droga
As 15 casas abandonadas na Rua Mariana Evangelista, no Bairro Poço Rico, de propriedade da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), serão demolidas na próxima segunda-feira pela Prefeitura. O local vem sendo ocupado por usuários de drogas que levam a violência e a criminalidade para a região, amedrontando a comunidade. Imagens de santos e crucifixos também foram encontrados pela polícia nas casas abandonadas. O material estaria sendo retirado do Cemitério Municipal que fica nas proximidades. Segundo o diretor do cemitério João Wagner Antoniol, o local estava sendo saqueado. Ainda de acordo com o diretor, a Prefeitura estava ciente das ocorrências e já havia notificado a SSVP.
O secretário de Atividades Urbanas, Basileu Tavares, informou que, desde janeiro, a pasta vem conversando com a SSVP a respeito da situação dos imóveis. Segundo ele, a associação não possuía todos os documentos regularizados para a autorização de demolição. No entanto, um laudo de condenação das casas foi emitido agora pela Defesa Civil. "Na quarta-feira, foi emitido o termo, intimando a SSVP a iniciar a demolição das casas em 72 horas. Como a sociedade não cumpriu o prazo, a Prefeitura irá demolir e, posteriormente, os setores competentes irão avaliar a situação de falta de recurso da entidade e decidir por multar ou não", explica Basileu.
De acordo com moradores da região, após a denúncia realizada na quinta-feira pelo vereador Noraldino Júnior (PSC) e a ida ao local de uma equipe da Polícia Civil, os usuários ficaram agitados. Muitos juntaram os pertences e atearam fogo para eliminar possíveis evidências. "Na quinta, depois que a polícia foi embora, eles tentaram roubar a fiação de algumas casas, causando curto-circuito. Ficamos quatro horas sem luz", afirma uma pessoa que trabalha no entorno. Jussara Cirino, que também trabalha no entorno, contou que os moradores vivem com medo. "Uma jovem que mora aqui perto liga para a mãe dela abrir a garagem do prédio. Ela tem medo de esperar o portão da garagem abrir, mesmo dentro do carro." O morador Renan Teixeira Sales afirma que todo dia tem bagunça na rua. "Eles brigam entre eles, dão facadas, queimam a casa um do outro." Nesta sexta-feira (23), a Polícia Militar fez ronda no local e não encontrou os usuários.
Situação na Benjamin
Mesmo após a demolição do complexo de lojas abandonadas no quarteirão compreendido entre as ruas Benjamin Constant e José Calil Ahouagi, no Centro, usuários de drogas continuavam rondando a região nesta sexta, à luz do dia. Eles ficam rodeando o local para coletar restos das construções, como tijolo e ferro.
Os escombros estão sendo retirados, e o processo deve durar dez dias. Apesar do Setor de Fiscalização da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) ter notificado o responsável para melhorar a segurança na área, a calçada continua com entulho e, em alguns pontos, as pessoas precisam andar pelo asfalto. O espaço ainda não foi isolado, e a preocupação é que o local vire depósito de lixo.

