
Somente médicos peritos permancecem trabalhando nas agências do INSS (Marcelo Ribeiro/22-07-15)
Servidores do INSS completam hoje 16 dias de greve. O movimento teve início no último dia 7 e, de acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Seguridade Social, Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social (Sintsprev/MG), Maria Helena Silvino, continua conquistando apoio de funcionários em várias cidades do país. Em Juiz de Fora, o índice de adesão é de 75%, o que vem deixando muitos usuários sem atendimento. A beneficiária Fernanda Mello, 41 anos, lamenta a paralisação. “Sou aposentada por invalidez há onze anos e, há dois meses, meu pagamento sofreu uma redução de 25%. Procurei o INSS e me disseram que, após uma revisão, foi observado um cálculo errado na época em que me aposentei. Achei um absurdo e resolvi recorrer. Minha audiência está marcada para sexta-feira, mas com a greve não sei como vai ficar.”
Conforme o sindicato, não é possível estimar o número de pessoas que deixaram de ser atendidas desde o começo da greve. “No Brasil, apenas 21% dos atendimentos têm sido realizados”, afirma Maria Helena, completando que apenas as perícias médicas têm sido concretizadas, pois os médicos não aderiram à greve, já que pertencem a outra associação e têm outro tipo de negociação. “Quem não fez o agendamento antes da greve, tem que ligar para o número da central de atendimento (135) e tentar marcar.”
Reivindicações
Os grevistas pedem reajuste salarial de 27%, concurso público para repor quadro funcional, incorporação das gratificações, plano de cargos e carreiras, 30 horas de trabalho sem redução salarial, fim do assédio moral, redução das terceirizações na saúde, isonomia salarial e paridade entre ativos e aposentados e reajuste de benefícios como alimentação.
Uma assembleia e um ato público estão marcados para o próximo dia 30, às 14h, na sede do INSS do Parque Halfeld. “Conseguimos abrir um canal de diálogo com o Governo, mas nenhum canal para negociação efetiva”, avaliou Maria Helena.

