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Professora fica isolada por mais de 12 horas ao cair em golpe

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Uma professora de 50 anos perdeu R$ 5 mil ao acreditar que o filho havia sido sequestrado e que seria torturado e morto caso ela não pagasse pelo seu resgate. O crime de estelionato foi registrado durante a madrugada desta quinta-feira (23), depois que a mulher foi encontrada pela Polícia Militar hospedada em um hotel, onde cumpria a exigência dos golpistas de permanecer isolada. O caso veio à tona depois que o primo da professora, um advogado de 40 anos, acionou a PM, contando que a prima havia saído de casa para fazer depósitos numa agência bancária, porque acreditava que o filho corria risco de perder a vida. A idade do filho da vítima não foi informada. Durante mais de 12 horas, a professora se manteve em contato com os criminosos pelo celular.

Conforme o advogado, a vítima, que é moradora de um condomínio no Bairro Graminha, saiu de casa, por volta de meio-dia, na quarta-feira, tomando rumo ignorado e sem fazer contato com seus familiares. Como aponta o boletim de ocorrência, a professora só foi localizada porque o próprio filho, que não havia sido sequestrado, conseguiu constatar pela internet que a mãe havia utilizado o cartão de crédito em um hotel.

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Ela foi localizada e relatou aos policiais, sob forte nervosismo, que estava em casa, quando recebeu a ligação de um número desconhecido, comunicando que seu filho estava em poder de bandidos. No telefonema, os criminosos exigiram um resgate para libertar o sequestrado, pois, caso contrário, ele seria torturado e assassinado. Com medo das ameaças e transtornada, a mulher não procurou o filho e saiu com o propósito de realizar o pagamento do resgate por meio de depósitos bancários. Ela passou por uma casa lotérica e por uma agência de banco, onde fez saques e depósitos, totalizando R$ 5 mil. A vítima ainda contou que os bandidos a fizeram jogar o seu celular no lixo e adquirisse outro, além de exigirem que ela se hospedasse em um hotel, para que ficasse sem contato com a família.

Somente ao ser encontrada pelos policiais a mulher soube que o filho estava em segurança na companhia do pai. Ela ainda contou que rasgou todos os comprovantes de depósito, cumprindo as exigências dos estelionatários. A vítima também contou que sentiu como se estivesse em cárcere privado devido ao grande tempo que ficou ao celular. O caso será investigado pela Polícia Civil.

O crime contra a professora tem semelhanças ao que foi registrado, em março deste ano, contra um arquiteto e subsecretário da Prefeitura, que ficou por cerca de 20 horas ao celular sob forte abalo emocional e de ameaças por acreditar que a filha estaria refém de bandidos. Ele também ficou isolado em um hotel e foi localizado pela Polícia Civil junto a um caixa eletrônico de uma agência bancária e prestes a realizar duas transferências nos valores de R$ 10 mil, em nome de supostos bandidos.

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