Ícone do site Tribuna de Minas

Fiéis lotam Melquita em celebração a São Jorge

jorege3 olavo prazeres CAPA
jorege2 olavo prazeres
Centenas de fiéis passaram pela Melquita nesta terça (Foto: Olavo Prazeres)
PUBLICIDADE

O dia de São Jorge, protetor dos soldados, escoteiros e todas as ordens militares, reúne centenas de fiéis na Igreja Católica Melquita de Rito Bizantino – Paróquia São Jorge – nesta terça-feira (23). Durante a data, os devotos participam de missas, celebradas às 7h, 10h, 15h e 19h, e podem prestigiar, ainda, barraquinhas com comidas típicas e com venda de imagens do mártir e outros produtos religiosos.

Padroeiro de Portugal, Inglaterra e Catalunha, e um dos santos mais populares do catolicismo, São Jorge atrai grande número de fiéis, de diferentes idades. Com uma camisa escrita “Vestida com as armas de Jorge”, Thamires Barbosa da Silva, 24 anos, participou da missa das 10h. Segundo a jovem, a devoção ao mártir vem desde quando era criança. “Todas as vezes que eu oro e peço apoio a São Jorge, sou muito bem recompensada.”

PUBLICIDADE

Também devoto desde a infância, Antônio Carlos Tadeu Narcísico, 65, compareceu à Melquita para agradecer pelas graças alcançadas e pela proteção à sua família. Na data de hoje, o agradecimento era especialmente pela melhora de uma filha enferma. “Tenho muita fé e acredito muito em São Jorge. Estou agradecendo que ela está saindo dessa situação.”

‘Grande mártir’

Para o padre Cássio Barbosa, da Paróquia do Cristo Rei, do Jardim do Sol, que presidiu as missas de 10h e 15h, as comemorações em homenagem a São Jorge celebram “o Bem que vence o Mal”. “São Jorge vivia em um período de perseguição e derramou o sangue por amor ao Nosso Senhor. Estamos passando por um período de crise, com muito desemprego, muita fome e de muitas perdas de valores. Nós olhamos para São Jorge como aquele que pisa o dragão, como o Mal que precisamos vencer.”

Conhecido como o “grande mártir”, São Jorge teria pertencido a um grupo de militares do imperador Diocleciano, que perseguia os cristãos. Entretanto, ele não queria estar a serviço de um império opressor. Renunciou a esta função, sendo depois perseguido, preso e ameaçado. Jorge foi martirizado em 23 de abril do ano 303.

Thamires Barbosa, “vestida com as armas de Jorge” (Foto: Olavo Prazeres)
Sair da versão mobile