Mais um adolescente suspeito de assassinar com requintes de crueldade Leandro de Oliveira Amâncio, 14 anos, foi apreendido nesta terça-feira (23) pela 3ª Delegacia de Polícia Civil. Acompanhado da mãe e de uma advogada, o jovem, 17, compareceu à intimação e prestou depoimento, mas negou envolvimento no crime, ocorrido na semana passada em um matagal no Parque das Águas, região do Monte Castelo, na Zona Norte. Segundo o delegado Rodolfo Rolli, apesar de o rapaz não ter assumido o homicídio, as investigações apontam que ele é quem teria furado o olho da vítima com um pedaço de pau. O objeto também teria sido usado por ele para cortar a veia jugular da vítima, que teria sangrado até morrer.
"Após a oitiva, diante das provas já existentes, o adolescente foi encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude com pedido de acautelamento. Representamos pela imediata internação dele no Centro Socioeducativo", enfatizou Rolli. O corpo foi localizado, já em estado de decomposição, por um prima da vítima, no dia 17, em uma área de matagal de difícil acesso. Leandro estava amarrado a um tronco de árvore. Dois dias depois, o primeiro suspeito, 17, foi apreendido. Conforme a polícia, o rapaz teria atraído o garoto até o local do crime e confessou participação no assassinato. Já o jovem ouvido nesta terça, estaria esperando pela vítima, em uma espécie de emboscada, e teria desferido os golpes que matou Leandro com ajuda do comparsa, que o teria segurado pelas costas.
Os policiais civis levantaram que a vítima teria sido morta a mando de um traficante, de quem teria furtado, há dois meses, drogas avaliadas em R$ 10 mil. Após o suposto crime, Leandro, morador da Vila Olavo Costa, Zona Sudeste, teria ido morar com parentes no Parque das Águas, como estratégia para escapar de uma possível retaliação. Segundo Rolli, o adolescente que teria levado o garoto até a mata iria receber R$ 3 mil por ajudar na execução. O rapaz suspeito de desferir os golpes teria trocado de roupa ainda na cena do crime, antes de fugir.
Os policiais localizaram uma blusa e um short que teriam sido usados pelo suspeito, além de um boné, celular e a madeira que seria a arma no crime. O delegado solicitou exames para verificar vestígios de sangue nas peças. "As investigações continuam também para chegarmos ao mandante do crime", informou Rolli. Segundo ele, os adolescentes deverão responder por ato infracional análogo a homicídio triplamente qualificado, mediante emboscada, pagamento de recompensa (motivo torpe) e meio cruel.
