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Consórcio deve sair ainda este ano

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Durante encontro realizado na tarde de ontem, o secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, informou que o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (Cisdeste) deve começar a funcionar ainda este ano com a expectativa de que esteja em plena execução nos próximos dois anos. A reunião teve a intenção de discutir o plano diretor de regionalização do atendimento às urgências e emergências médicas, que pretende, entre outras coisas, regionalizar o atendimento do Samu – hoje presente apenas nas cidades com mais de cem mil habitantes.

Promovido pela Comissão de Mediação Sanitária da Macrorregião Sudeste, que abrange 94 municípios, o encontro ocorreu em Juiz de Fora – definida como cidade polo do Cisdeste – e contou com a participação de representantes do Governo estadual, da Secretaria de Saúde do município, do Ministério Público, da Câmara Municipal, entre outras instituições.

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Conforme o coordenador regional das promotorias de Saúde, promotor Rodrigo Barros, os encontros são uma forma de debater amplamente a questão, conhecer o problema da urgência e emergência na região, bem como buscar soluções em conjunto. São discussões sobre a forma de implementação e funcionamento desse plano diretor, que foi elaborado pelo estado. O promotor ainda explica que a Comissão de Mediação Sanitária, coordenada por ele e pelo superintendente Regional de Saúde, Cláudio Reis, realizou visitas para conhecer a estrutura dos hospitais da região e das centrais de regulação de pacientes. A partir do que foi verificado, houve recomendações e encaminhamentos necessários, diz o promotor, que destaca, entre as medidas proporcionadas, a interdição da clínica São Domingos pelas vigilâncias sanitárias estadual e municipal.

Entre as vantagens apresentadas por Antônio Jorge para a instalação do consórcio estão a possibilidade de aumento dos leitos na rede e de maior aporte de recursos. O secretário estima que, em dois anos, R$ 100 milhões sejam destinados para a criação e o custeio do Cisdeste. Dos 94 municípios que podem integrar o consórcio, Cláudio Reis calcula que 57 assinaram o protocolo de intenções, sendo que 21 já aprovaram em suas câmaras municipais projeto de lei que autoriza a regionalização. Em Juiz de Fora, o projeto ainda não entrou nas discussões no plenário da Câmara Municipal.

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