Corrigida em 23/11 às 11h30
O processo seletivo para os futuros calouros de 2013 da UFJF trará algumas novidades. Uma delas diz respeito à política de cotas da instituição, que destinará metade do total de vagas a egressos de escolas públicas, que tenham cursado todo o ensino médio nestas instituições (ver quadro). Dentro deste grupo, haverá reserva de metade das cadeiras para candidatos com renda familiar igual ou superior a 1,5 salário mínimo e a outra metade para os que não se enquadram neste quadro socioeconômico. Entre os que possuem baixa renda, parte dos assentos será ocupada por autodeclarados negros, pardos e índios, seguindo o percentual encontrado pelo IBGE em Minas (grupo A). O restante irá para os que não fizeram autodeclaração racial (grupo B). O mesmo critério será adotado para os estudantes que não concorrem usando a premissa econômica, havendo também a reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas (grupo D). As cadeiras sobressalentes ficam com os que não se declararam como parte destes grupos (grupo E). Assim como já acontecia com a política afirmativa adotada pela UFJF antes, o grupo C continua a determinar os não cotistas. Os novos critérios constarão nos editais dos processos seletivos da UFJF, divulgados nesta quinta-feira (21) no site atendem à determinação de lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff em outubro, que obriga todas as federais do país a reservarem metade das vagas para escolas públicas, seguindo as premissas adotadas pela UFJF, gradativamente a partir de 2013 e até 2016.
Para o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, o sistema é experimental e ainda não pode ser avaliado. "Ele permite flexibilidades e inclusão de mais grupos de beneficiados além dos obrigatórios, por exemplo. Mas é preciso pensar que isso diminui as vagas do grupo universal. Acho que é preciso esperar para ver quais falhas aparecerão para corrigi-las." Segundo Magrone, a política anterior de cotas da UFJF havia sido avaliada e passava por processo de reformulação. "Gostaria que tivesse havido diálogo com as universidades, porque há perfis muito diferentes de instituições e alunos."
Pism e habilidades específicas
O sistema de cotas também vale para Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism). A partir deste ano, a prova será aplicada, além de Juiz de Fora, em Conselheiro Lafaiete, Muriaé, Governador Valadares e Volta Redonda (RJ), entre 20 e 22 de janeiro de 2013. "Aplicar o exame nestas cidades facilitará o acesso de muitos candidatos", explica o diretor da Comissão Permanente de Seleção (Copese), José Maria Guerra. As inscrições para o concurso começam na sexta (23) e vão até 15 de dezembro e poderão ser feitas no site do vestibular. O pagamento da taxa de inscrição (R$ 85) deve ser realizado no Banco do Brasil. Estudantes que concorrem via Pism III que tenham feito o Enem também poderão pleitear uma vaga por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Para os cursos de arquitetura e urbanismo e os bacharelados em música, que exigem provas de habilidade específica, os concorrentes precisam ter participado do Enem. Para estas graduações, o teste específico será a primeira fase da seleção e a nota do exame nacional, a segunda, e o processo seletivo continua sendo denominado vestibular. Estes candidatos terão que pagar taxa de R$ 40. As avaliações serão aplicadas nos dias 16, 17 e 18 de dezembro, e as inscrições podem ser feitas a partir de sexta (23) e até o dia 15 de dezembro.
(Anteriormente, havia sido publicado que as incrições terminavam no dia 23 de novembro)
Ao todo são 1.570 vagas para Pism e habilidades específicas em 57 cursos nos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares.
