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Suspeito de matar o pai é julgado em Juiz de Fora

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Teve início na manhã desta terça-feira (22) o julgamento do jovem suspeito de matar o próprio pai, o empresário Waldir Jorge Zampier, 64 anos. O idoso foi encontrado morto no dia 30 de maio deste ano, em uma estrada de terra no Distrito de Sarandira, em Juiz de Fora. A polícia chegou até o local depois de prender o filho da vítima, Filipe Zampier. O rapaz confessou o crime e levou os policiais ao corpo da vítima. Ele esta preso desde então.

Tribunal do Juri teve início às 9h e deve se estender ao longo de todo o dia (Foto: Olavo Prazeres)

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A Tribuna acompanha o julgamento direto do Fórum Benjamin Colucci e atualiza as informações.

Por volta das 9h15, teve início a escolha dos jurados, de portas fechadas, sem a presença da imprensa. Em seguida, às 9h30, os portões foram abertos e o réu foi colocado diante do juiz Paulo Tristão, sete jurados e do promotor Helvio Simões.

Testemunhas são ouvidas nesta fase inicial. A primeira delas, uma amiga da vítima, havia se encontrado com Waldir na noite anterior ao crime. Logo após, às 10h, entrou a segunda testemunha, genro de Waldir, que respondeu aos questionamentos de defesa e acusação por mais de uma hora. Às 11h20 começou a ser ouvida a filha mais velha de Waldir, que falou por cerca de uma hora. Outra filha, a mesma que descobriu que Waldir estava indo ao banco para resolver uma questão financeira de Filipe, antes do desaparecimento, começou a ser ouvida em seguida, por volta de 12h20.

Filipe Zampier é ouvido no Tribunal do Júri (Foto: Marcos Araújo)

Disparo acidental

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Às 13h o juiz Paulo Tristão suspendeu as atividades no júri para o almoço. No retorno, por volta das 14h, teve início o interrogatório de Filipe Zampier. Ele falou durante cerca de 40 minutos. O juiz Paulo Tristão, que preside o julgamento, concedeu um breve intervalo após a fala do réu. No retorno da sessão, às 15h40, começou a fase de debates. O promotor de justiça Helvio Simões rebateu junto ao júri a versão apresentada pelo réu, de que a arma responsável pela morte do pai tenha disparado de forma acidental.

Para o promotor, o laudo de necropsia mostra a impossibilidade de o empresário ter disparado a arma de forma acidental, tirando a própria vida. Simões ainda questionou que, se o evento que culminou na morte da vítima foi um acidente, por que o filho e também réu não procurou um hospital nas proximidades de onde o fato aconteceu para tentar salvar a vida do pai?

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Por volta das 17h10, foi iniciada a intervenção da defesa, feita pelo advogado João Moreira. Ele alega que o réu teria tentado se defender do pai, que estava armado, e passou a proferir contra xingamentos contra o filho, enquanto o réu dirigia o veículo. Ao tentar se desvencilhar do pai armado, que teria avançado contra o réu, a arma que estava na mão disparou de forma acidental, atingindo a vítima.

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