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Enem tem 23% a mais de candidatos em MG

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Mais de sete milhões de pessoas em todo Brasil se preparam para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 26 e 27 deste mês, próximo fim de semana. Além de avaliar o desempenho dos estudantes do ensino médio, a prova é usada como critério para concessão de bolsas no Programa Universidade para Todos (ProUni) e Ciência sem Fronteiras. O resultado também pode ser utilizado como complemento ou substituição do vestibular em universidades de todo país. Esse é o caso da UFJF, que, desde o ano passado, adotou o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o ingresso a quase todos os cursos de graduação. Proporcional à funcionalidade do exame, é o crescimento do número de inscritos. Em Minas Gerais, houve um aumento de 23%, passando de 653.081, em 2012, para 803.693 este ano. A média nacional também cresceu e contabiliza 24% a mais. Os números por municípios não foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mas os candidatos sabem que é preciso enfrentar uma forte concorrência.

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"O Enem, ao meu ver, é sempre uma prova de risco, pois não sabemos o que vai cair. Sou de escola pública e senti muita falta de uma revisão por parte dos professores, esquecemos muita coisa dos anos anteriores. Acho que quem vai se sair melhor é quem pôde fazer um cursinho", desabafa Elias Arruda, 18 anos, que busca uma vaga em jornalismo. Como alternativa, o estudante recorreu a sites na internet. "Assisti a várias videoaulas, o que ajudou a suprir um pouco essa defasagem em minha formação."

Assim como Elias, os demais estudantes irão encarar uma avaliação dividida em quatro áreas do conhecimento: ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias. Entretanto, a redação, que será aplicada no domingo, é o que costuma tirar o sono de muitos candidatos. Valendo mil pontos, ela representa 20% do total final de pontos. Especialistas orientam os candidatos a não deixarem a redação por último. "O aluno pode se enrolar ao deixar para passar a redação a limpo no final e ficar nervoso, com o tempo acabando", alerta Lawrence Gomes, diretor do curso Cave.

 

O tema

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"Saber o que será pedido na redação é sempre um mistério", afirma o candidato Elias. E é exatamente por não ser possível definir o tema com precisão que o aluno precisa estar informado sobre os assuntos da atualidade. Neste ponto, Elias diz estar preparado. "Como gosto muito de ler, estou confiante de que conseguirei me sair bem."

Para quem ainda se sente inseguro, Lawrence faz algumas sugestões."Não é possível afirmar o assunto que será pedido, mas existem aqueles que os estudantes devem ficar inteirados e que, mesmo que não sejam cobrados, podem ajudar na argumentação de temas diversos. Por exemplo, se o aluno estiver por dentro de assuntos relacionados à juventude, trabalhos sociais, voluntariado, mesmo que o tema da redação não seja esse, seja meio ambiente, por exemplo, ele pode fazer essa relação."

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Além da preocupação com o tema, é importante que o estudante saiba que o Ministério da Educação (MEC) prometeu aumentar o rigor da correção deste ano. De acordo com o órgão, os textos que tiverem mais de cem pontos de discrepância entre a correção de dois avaliadores serão encaminhados a um terceiro corretor. Trechos desconectados com o resto do texto receberão nota zero, e erros ortográficos terão correção mais rigorosa.

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