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Chegada de novos micro-ônibus preocupa sindicato do transporte público

micro onibus arquivo by marcelo ribeiro

Veículos são usados em áreas íngremes, onde os ônibus convencionais não conseguem ter acesso

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O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro) publicou nesta quarta-feira (22) uma nota à imprensa antecipando uma preocupação com a perda de postos de trabalho a partir da chegada de três novos micro-ônibus que irão compor a frota de transporte urbano na cidade. A entidade alega que os veículos operem sem a presença do cobrador, assim como já acontece com o micro-ônibus que circula na linha 509 (Alto Dom Bosco/Laranjeiras).

De antemão, o Sinttro informou que irá cobrar da Settra e dos Consórcios Integrados de Transporte Urbano (Cinturb) a inclusão do cobrador nesta linha, pois entende que o período de teste já foi excedido e a função se faz necessária. Ainda de acordo com a nota, ambas as entidades garantiram que não haverá cortes de funcionários com a chegada dos novos veículos. Entretanto, o sindicato reiterou que estará atento ao movimento nas garagens e, caso os novos carros sejam colocados para rodar sem o cobrador, tomará medidas em defesa destes trabalhadores.

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“O Sinttro não é contra a colocação dos micro-ônibus nas ruas. O sindicato tem a consciência da importância de se agregar novos veículos e possibilidades de transporte para os usuários, mas salienta que é radicalmente contra a diminuição de carros e horários, assim como a possibilidade de não se colocar cobrador nestas linhas. A garantia do posto de trabalho dos companheiros cobradores será cobrada e fiscalizada pelo Sinttro, e caso seja necessário, não está descartada a tomada de medidas judiciais”, reforçou o comunicado.

Conforme consta no edital de operação do sistema de transporte público, para o início da operação, em setembro de 2016, os consórcios deveriam oferecer, no total, 589 ônibus do tipo convencional. E, no primeiro ano, cada grupo de empresas precisaria incluir quatro micro-ônibus e 20 ônibus do tipo padron, que são maiores que os convencionais. Ao fim do segundo ano, eram esperados mais 24 veículos padron, sendo dois a cada mês. Mas de acordo com matéria publicada pela Tribuna em julho deste ano, a realidade nas ruas é diferente. Até junho faltavam 28 veículos, uma vez que frota total deveria ser composta por 631 carros (589 convencional, 38 padron e quatro microônibus). No entanto, existem 603 (581 convencionais, 20 padron e dois microônibus).

Procurada pela Tribuna, a Settra informou, por meio de nota, que não emitiu autorização para a inclusão de novos micro-ônibus no sistema de transporte coletivo. Já o Cinturb, por meio de sua assessoria, disse que, por enquanto, não vai se manifestar a respeito dessas informações repassadas pelo Sinttro.

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