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Banheiros do Restaurante Popular são vandalizados

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Sujeira se acumula no banheiro
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Sujeira se acumula no banheiro

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Após o problema do calor excessivo ter sido resolvido, um novo desafio surge no Restaurante Popular. Dessa vez, a questão não está na estrutura, mas na falta de cooperação de alguns usuários. Sofrendo constantes depredações, os banheiros estão com o funcionamento comprometido e chegaram a ficar fechados por dois dias na semana passada. Furtos de torneiras, ralos, peças de descarga, papeleiras, registros, secadores de mão e saboneteiras têm sido constantemente registrados, além de entupimentos causados por alimentos, papel higiênico e preservativos jogados dentro dos vasos sanitários.

Funcionários relatam ser comum encontrar fezes e xixi nas paredes e no chão. Os bancos e mesas não escapam dos atos de vandalismo. "Quem chega na hora da abertura, encontra tudo muito limpinho, sabonete, papel, mas, ao final, está como você viu aqui, essa sujeira", relata a líder de produção do restaurante, Lucimar Guedes de Oliveira.

Diariamente cerca de 1.800 pessoas almoçam no restaurante. As refeições são servidas das 10h às 14h e, de acordo com a administração da unidade, entre os usuários estão estudantes, aposentados, funcionários do comércio e população de rua. O preço cobrado por refeição é R$ 2, o restante do custo – R$ 3,85 – é subsidiado pela Prefeitura. "Moro no Bairro Santo Antônio, mas, sempre que preciso fazer algo no Centro, almoço aqui. Gosto muito, só que, às vezes, o banheiro fica sem funcionar", conta a aposentada Neiva de Paula, 60 anos. A falta de conservação do espaço também causa incômodo em outros frequentadores que atribuem o problema à falta de educação. "É muita bagunça no banheiro, papel no chão e sujeira de todo tipo. É difícil lidar com o povo que não tem consciência de que é preciso conservar", opina João Eugênio de Almeida, 73, também aposentado.

"Se as pessoas colaborassem mais, os serviços seriam muito melhores, mas infelizmente nem todos valorizam o espaço que têm", lamenta a nutricionista responsável, Uiara Pereira. A manutenção e o processo de reposição das peças furtadas têm sido realizados com frequência para evitar que o problema prejudique a maioria. Entretanto, nas últimas três semanas, a situação tem se mostrado pior, conforme informam funcionários. "É o tempo de repor e tudo ser tirado, já tentamos diversas alternativas, mas está difícil controlar", completa a nutricionista.

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Humanização

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Um plano de humanização para facilitar a manutenção do espaço está sendo elaborado. "Temos que ter em mente que o transtorno não é só financeiro, mas social. As pessoas acabam usando um equipamento que não está em condição perfeita. O restaurante não pode ser visto só como um local de alimentação. É uma área de convívio, que precisa ser convidativa e agradável para todos e, assim, cumprir o papel que se propõe", explica a supervisora de gestão da alimentação da Secretaria de Agropecuária, Denise Scoralick.

A estratégia de enfretamento ao problema está sendo elaborada em conjunto com a Secretaria de Comunicação, mas ainda não tem um prazo de conclusão. Questionada sobre a possibilidade de funcionários serem colocados dentro dos banheiros para evitar a depredação, a assessoria informou que não há previsão de implantação desse tipo de estratégia.

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