Pela primeira vez, a cidade terá um diagnóstico detalhado sobre a condição dos idosos que vivem no município. A coleta de dados começa a ser feita nesta quarta-feira (23), por alunos da UFJF, e integra projeto coordenado pelo Centro de Pesquisas Sociais (CPS) e pela Pró-reitoria de Extensão (Proex) da universidade, em parceria com a Comissão de Defesa dos Idosos, da Câmara dos Vereadores.
Cerca de dois mil domicílios serão visitados pelos pesquisadores, que selecionarão, por amostragem, os lares com moradores idosos onde o questionário será aplicado. Conforme o coordenador do Diagnóstico da população idosa de Juiz de Fora, professor Paulo Fraga, cerca de 30 estudantes e cinco professores integram a equipe de pesquisa. A expectativa é de que a coleta de dados dure três semanas e a análise se estenda até outubro, quando os resultados serão divulgados.
Segundo Fraga, todos os alunos que atuarão como coletores de dados estarão devidamente uniformizados, com colete e crachá, e realizarão as visitas em horário comercial. Além disso, entregarão uma carta de apresentação da pesquisa e um exemplar do Catálogo de Leis dos Idosos, elaborado pela comissão da Câmara.
O coordenador explica que o objetivo do diagnóstico é retratar como os idosos vivem, que problemas enfrentam e o que pode lhes proporcionar melhor qualidade de vida. Para isso, serão visitadas residências de 32 bairros de todas as regiões da cidade. Participarão tanto pessoas de baixa quanto de alta renda. Fraga ainda ressalta que o questionário envolverá temas como saúde, relação de dependência financeira, mobilidade, alimentação, cultura, lazer e condições socioeconômicas.
