Uma mulher de 24 anos teria sido arremessada de um veículo em movimento, na madrugada desta quinta-feira (21), na Avenida Brasil, próximo ao terminal rodoviário de Juiz de Fora, no Bairro São Dimas, Zona Norte. A tentativa de homicídio foi registrada pela Polícia Militar por volta das 5h. Com a queda, ela teve afundamento de crânio e uma fratura no ombro esquerdo. A jovem foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde permaneceu internada. A assessoria comunicação da Secretaria de Saúde informou que seu estado era considerado estável, já que nesta quinta se encontrava lúcida e orientada.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha teria relatado que a vítima foi lançada de um veículo Gol, de cor branca. Ainda conforme o documento policial, após a queda, o automóvel continuou seu trajeto no sentido do Bairro Benfica. Entretanto, ao ser verificada a placa do veículo, os policiais constataram que se tratava, na verdade, de uma motocicleta. De acordo com o registro da PM, provavelmente os números apontados pela testemunha estariam errados. Os militares também relataram que, ao consultar o nome da jovem, foi verificado que se tratava de pessoa desaparecida desde o ano de 2008. A 3ª Delegacia de Polícia Civil instaurou inquérito para apuração dos fatos. A mãe da jovem, que pediu para não ter seu nome divulgado, contou que a filha seria usuária de droga, e que ela teria dito que pegou carona para ir da Zona Norte para o Bairro Borboleta, mas que não conhecia o motorista do veículo. Ela contou que antes de jogá-la ele ainda teria dado uma coronhada. Apesar de estar consciente, ela ainda está muito assustada.
O caso chama a atenção porque a vítima sofreu um ataque em 2011 que teria sido praticado pelo pedreiro Alexandre da Silva, suspeito de ter violentado quatro mulheres e assassinado duas delas, em um intervalo de pouco mais de um mês. A jovem é considerada uma das testemunhas principais do caso, já que teria presenciado uma das mortes. O julgamento de Alexandre da Silva, que estava previsto para ocorrer em 21 de janeiro deste ano, foi adiado e ainda não tem data para ser realizado.
Assassinatos em série
O pedreiro foi preso em fevereiro de 2011, depois de ser encontrado pela Polícia Civil, em casa, na Vila Olavo Costa, Zona Sudeste. Conforme apontou o inquérito policial, o suspeito escolhia suas vítimas entre as mulheres que frequentavam a área próxima ao viaduto, no Bairro de Lourdes, e as levava para um local ermo, estuprava e tentava matar com golpes ou estrangulamento. A jovem lançada do carro nesta quinta, na época com 22 anos, ficou quase dois dias em poder do suspeito sendo estuprada e agredida. Ela é uma das duas testemunhas que conseguiram se salvar e apontaram Alexandre.
A moça teria sido abordada por ele na noite de 19 de dezembro de 2011, no Centro, e levada à força para uma trilha no Morro do Cristo, na Cidade Alta. Na madrugada do mesmo dia, ela havia presenciado a morte da amiga, 27, violentada sexualmente e estrangulada embaixo de um viaduto na Avenida Brasil, no Bairro de Lourdes. Após as inúmeras sessões de violência, ela ficou desacordada e se fingiu de morta para conseguir escapar.
