Ícone do site Tribuna de Minas

Bailinho da paz movimenta praça de Benfica

2172580900

2172580900

Moradores pintaram cartazes com mensagens de paz
PUBLICIDADE

Moradores pintaram cartazes com mensagens de paz

PUBLICIDADE

A Praça Jeremias Garcia, no Bairro Benfica, palco de enfrentamento de gangues rivais, foi endereço de mais uma movimentação, mas, desta vez, pacífica. Moradores da Zona Norte uniram-se contra a violência que só este ano fez dez vítimas na região, levando ao cancelamento do "CarnaBenfica", que aconteceria no início de março. A manifestação, que se tornou conhecida através do lema ‘Zona Norte pede paz’, é encabeçada por representantes da sociedade civil e vem ganhando adesão de um número cada vez maior de pessoas. No ato deste sábado (22), residentes de Benfica e do Bairro São Judas Tadeu resolveram substituir o medo por ação. Ao lado dos filhos, eles pintaram cartazes com mensagens de paz. O material foi colado às grades da quadra de esporte, ajudando a mudar a paisagem do lugar.

Uma das participantes, a estudante de pedagogia Cristiane Bosich Antunes, 41, afirmou que a sua motivação é evitar novas vítimas. "Temos que reagir pacificamente, pois o único jeito de conter essa violência é buscando a socialização. A gente espera que isso promova conscientização e adesão de outros bairros. Este não é um movimento de entidades, nem de políticos, mas de cidadãos."

Os pais de Anderson Soares, 40 anos, assassinado no início do mês, no São Judas Tadeu, quando o estabelecimento comercial em que ele estava foi alvo de um tiroteio entre gangues, também participaram. Ainda muito abalado, Geraldo Soares, 66,disse que a morte do filho aumenta a realidade de insegurança. "Antes, andávamos no bairro com tranquilidade e agora não podemos nem sair na rua. Anderson não estava brigando com ninguém. Ficou no meio do tiroteio e acabou sendo atingido. Não estamos conseguindo lidar com a ausência dele", revelou, emocionado.

Para Aline Junqueira, 37, mestre em comunicação e cultura e uma das organizadoras do que chamou de "bailinho da paz" disse que o movimento não vai parar. "A nossa intenção é somar esforços e chegar nas áreas de maior vulnerabilidade. Não é só por Benfica, mas por todos os bairros do entorno", afirmou.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile