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Polícia apura roubo de R$ 100 mil e joias em casa

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PM esteve no imóvel assaltado na manhã desta sexta

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Atualizada às 19h58

A Polícia Civil está investigando um assalto a uma casa no Cascatinha, Zona Sul, na manhã desta sexta-feira (22). Por volta das 8h30, uma moradora, 58 anos, da Rua Itamar Soares de Oliveira, acionou a Polícia Militar e informou que dois criminosos haviam se passado por técnicos de energia elétrica para entrar na residência dela. Durante o suposto trabalho de troca de um relógio, a dupla armada teria anunciado o roubo, encostando uma arma de fogo na barriga dela. A vítima e um idoso, 75, que fazia pintura no imóvel, teriam sido imobilizados com fios e lacres plásticos, amordaçados e encapuzados pelos bandidos com blusas. Sob a mira da arma, a mulher teria sido obrigada a abrir o cofre no segundo andar, onde estariam R$ 100 mil em espécie. Além do dinheiro, os ladrões teriam levado joias avaliadas em R$ 50 mil, além de tablet e celular.

De acordo com a dona de casa rendida na ação, os assaltantes teriam comparecido ao imóvel no dia anterior, por volta do mesmo horário, passando-se por funcionários da Cemig. Já nesta sexta, a dupla teria chegado ao local com um relógio de energia em mãos e tocado o interfone, dizendo que precisava trocar o equipamento. "Eles estavam com roupas e capacetes da Cemig. Abri o portão, um pegou a prancheta e ficou anotando. O outro falou meu nome e disse que ia precisar trocar o relógio. Me pediram um copo d’água e, quando um deles foi me devolver, encostou uma arma na minha barriga, falando ‘me dá o dinheiro’."

Ainda conforme a vítima, ela teria sacado R$ 50 mil no banco na quarta-feira e o mesmo montante na quinta e levado para a casa. "Eu e meu marido estamos em processo de separação. Ele estava movimentando a conta e preferi retirar esse dinheiro." A mulher desconfia que os bandidos tinham informação privilegiada sobre a quantia. "Eles me colocaram de joelhos no chão. Pedi para soltar minha mão que estava machucando, porque tinha feito cirurgia, e aliviaram um pouco. Me obrigaram a falar a senha do cofre e ainda me ameaçaram de morte porque a primeira que falei estava errada."

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Segundo as vítimas, um dos criminosos revirou a casa em busca de objetos de valor, enquanto elas eram mantidas reféns na cozinha. "Eu estava trabalhando na pintura, colocaram arma no meu pescoço, capuz, amarraram minhas mãos para trás e os pés", contou o idoso. "Foi a primeira vez que passei por isso. É muito difícil." De acordo com a mulher, antes da fuga, os assaltantes teriam fechado janelas, ligado rádios e televisores. "Consegui me soltar e cheguei na varanda gritando socorro. Depois liguei para a polícia. Nunca pensei que fosse passar por isso. Poderia ter morrido."

 

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Imagens não registram

Várias viaturas da PM foram empenhadas na ocorrência, mas nenhum suspeito foi localizado. Segundo o comandante da 32ª Companhia da PM, capitão Ricardo França, os policiais assistiram as gravações do sistema de monitoramento do prédio que fica em frente à casa na tentativa de buscar mais características dos criminosos. No entanto, nenhum suspeito aparece nas imagens. "O que a gente viu é que não teve como comprovar o que foi reclamado pela solicitante. A câmera do prédio vizinho pega toda a fachada da residência. Observamos um longo período de gravação, com base no horário informado, e não aparece ninguém com as características repassadas. Não há carro encostando, dois homens caminhando juntos pela calçada e nem entrando na casa. A câmera estava ligada o tempo todo e tem excelente qualidade. Encaminhamos as imagens para a Polícia Civil investigar, porque precisa de uma análise melhor do caso."

 

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Cemig alerta

Em nota, a Cemig alertou os consumidores da região de Juiz de Fora para o fato de pessoas estranhas poderem estar utilizando o nome da empresa para a prática de golpes seguida de roubos. "Moradores estão sendo abordados por pessoas que se identificam como funcionário e/ou credenciado pela Cemig para prestação de serviço, mas não o são." A companhia recomenda que o consumidor exija a identificação daqueles que se apresentam em nome da firma. "Todos os funcionários da Cemig ou de empreiteiras a serviço usam crachá de identificação e uniforme."

Se mesmo após a identificação, o cliente permanecer com dúvidas a respeito do funcionário, a Cemig orienta a ligar para o número 116, a fim de verificar a autenticidade da identidade em questão. "Ninguém, incluindo empregados próprios ou terceirizados a serviço, está autorizado a cobrar por qualquer serviço realizado, bem como vender produtos em nome da empresa."

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