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Mortes de 11 animais sem explicação

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Flávio Correia ainda tenta salvar último cabrito aplicando soro antitetânico
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Flávio Correia ainda tenta salvar último cabrito aplicando soro antitetânico

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Após as misteriosas mortes de oito cabritos e uma vaca na última terça-feira nas dependências do Condomínio Parque das Águas, na região do Bairro Monte Castelo, Zona Norte, outros dois animais foram encontrados mortos nesta quinta-feira (21) e na quarta-feira. Segundo o proprietário dos bichos, o carreteiro Flávio Correia, 31 anos, ainda resta um cabrito que apresenta vários ferimentos pelo corpo e não consegue se manter em pé. "Acredito que o último animal não conseguirá sobreviver, porque ele perdeu a mãe e ainda estava em fase de amamentação." Ele contou, ainda, que os 12 animais eram sua única fonte de renda, e o prejuízo com as perdas seria em torno de R$ 5 mil. "Usava os animais comercialmente e ainda para tirar leite para meus cinco filhos."

O caso ganhou repercussão pela falta de informações a respeito do que seria o causador das mortes. Segundo o Demlurb, os animais foram encontrados com marcas de mordidas na altura do pescoço, e a primeira suspeita era de que onças teriam sido responsáveis. Como o proprietário não informou aos órgãos competentes sobre o ocorrido, não há investigação até o momento pelos segmentos ligados ao meio ambiente. "Não sei o que pode ter causado a morte. Reparei que os bichos tinham buracos grandes no pescoço, que nem pareciam mordidas, e estavam sem as orelhas", conta Correia.

No bairro, os moradores estão assustados e suspeitam que cachorros possam ter causado os ferimentos. "Estamos preocupados porque essa é uma região onde transitam muitas crianças e que ainda é marcada pela violência", afirma a presidente da Associação do Jardim Cachoeira, Maria Beatriz. Ainda segundo relato de outros moradores, cerca de dez cães, incluindo um da raça pit bull, teriam sido vistos na região no dia anterior às primeiras mortes.

No local onde os animais costumavam ficar, na Rua Nazira Mattar Freitas, próximo ao número 900, ainda estavam, na tarde desta quinta, o último cabrito morto e o que permanece vivo. Crianças brincavam no entorno, até mesmo encostando as mãos nas feridas dos animais. No local, também existem fezes dos bichos, onde adultos e crianças transitam descalços e sem preocupação com possíveis doenças. O carreteiro informou que irá procurar auxílio junto à Polícia Militar.

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